PAN acusa dirigentes madeirenses demissionários de “camuflar a falta de competência política”

Dirigentes regionais demitiram-se alegando “estrangulamento financeiro” do partido na Madeira e “excesso de autoridade crescente imposto por um núcleo duro na direção do partido”. Saídas vêm na sequência de outras, incluindo a do eurodeputado Francisco Guerreiro.

André Silva, Porta-voz e deputado do PAN à Assembleia da República | Cristina Bernardo

A direção nacional do PAN – Pessoas, Animais, Natureza reagiu à demissão da comissão política regional da Madeira num comunicado em que responsabiliza os ex-dirigentes pelo fracasso nas eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira, para a qual não foi eleito nenhum deputado em 2019, e os acusa de “uma tentativa de camuflar a falta de competência política demonstrada, a falta de vontade em dar seguimento ao trabalho político fora do período eleitoral e a não promoção da coesão interna regional”.

Horas depois de o líder regional João Vieira, de Ana Mendonça e de Isabel Braz, membros da comissão política regional do PAN, terem comunicado a renúncia aos cargos que desempenhavam, deixando de haver qualquer órgão do partido na Região Autónoma da Madeira, a comissão política permanente rebateu as críticas deixadas pelos ex-dirigentes, que apontaram “um excesso de autoridade crescente imposto por um núcleo duro na direção do partido, fechado sobre si próprio, que aos poucos vai assumindo o controlo total” e “não é minimamente tolerante com quem apresenta ideias diferentes ou põe em causa o atual estado das coisas”.

A direção nacional do PAN nega que o grupo parlamentar na Assembleia da República não tenha consultado os ex-dirigentes sobre matérias relacionadas com a Região Autónoma da Madeira, acrescentando que João Freitas não deu qualquer resposta após lhe ter sido solicitado um posicionamento sobre as propostas que se encontravam a debate e contributos para o Orçamento Suplementar.

Também as queixas relacionadas com a falta de meios para o desenvolvimento do PAN-Madeira foram rebatidas. Apesar de os dirigentes demissionários terem alegado “estrangulamento financeiro”, o PAN acusa a comissão política regional de não ter enviado o orçamento pretendido para 2020, o que esta não terá feito.

Os desentendimentos entre a direção nacional do PAN com alguns eleitos e dirigentes levaram à saída, entre outros, do eurodeputado Francisco Guerreiro, que se irá manter no Parlamento Europeu na qualidade de independente.

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