Papa reza pelas vítimas de violência na Nigéria e por entendimento na gestão do rio Nilo

“Que o diálogo, queridos irmãos do Egito, Etiópia e Sudão, seja a sua única escolha, para o bem de suas populações queridas e do mundo inteiro”, concluiu o Papa Francisco.

O Papa Francisco pediu este sábado, na oração do Angelus, pela população do norte da Nigéria, vítimas da violência e dos ataques terroristas e uma “particular atenção” à situação difícil do rio Nilo, no Egito Etiópia e Sudão”.

“Que sigam o caminho de diálogo para que o rio eterno seja ninfa de vida que une e não divide, que nutre sempre amizade, prosperidade, fraternidade e nunca inimizade, incompreensão ou conflito. Que o diálogo, queridos irmãos do Egito, Etiópia e Sudão, seja a sua única escolha, para o bem de suas populações queridas e do mundo inteiro, concluiu.

Na quinta-feira um ataque de homens armados, que as autoridades acreditam serem ladrões de gado, a uma aldeia no centro da Nigéria causou a morte a 14 pessoas, informou hoje a polícia local.

Dezenas de combatentes invadiram na quarta-feira a aldeia de Ukuro, distrito de Mariga, no estado do Níger, no centro da Nigéria, causando a morte a 14 pessoas e ferindo cinco, explicou o porta-voz da polícia local, Wasiu Abiodun.

Os ladrões de gado aterrorizam o centro e o noroeste da Nigéria, pilhando aldeias e realizando sequestros em massa para obter resgates.

Estes grupos são particularmente ativos nos estados de Zamfara, Katsina, Kaduna e Níger.

Até ao momento, estes ataques não têm motivação ideológica, mas apenas ganância, mas especialistas em segurança alertaram, no entanto, que recentemente tem havido a infiltração de elementos jihadistas da região naqueles grupos.

O grupo extremista Boko Haram, que tem travado uma luta sangrenta no nordeste do país há mais de uma década, lançou no início de agosto um vídeo de propaganda onde ladrões de gado do estado do Níger juravam lealdade à sua causa.

Já quanto à questão do rio Nilo também hoje referida pelo Papa, prende-se com o enchimento da barragem e do desentendimento entre os três países, Sudão, Egito e Etiópia.

No início de agosto, o Sudão ameaçou suspender conversações com a Etiópia sobre enchimento de barragem depois de esta ter proposto transformar o acordo numa negociação mais ampla sobre a gestão das águas do Nilo Azul.

As conversações para resolver a disputa entre os três países – Sudão, Egito e Etiópia – sobre a construção e o enchimento da Grande Barragem do Renascimento, no Nilo Azul, na Etiópia, que dura há anos, estão a ser lideradas pela União Africana.

A confluência dos rios Nilo Branco e Nilo Azul, perto da capital sudanesa de Cartum, formam o rio Nilo que corre ao longo do Egito.

O Nilo Azul é a fonte de até 85% da água do rio Nilo.

A questão da barragem da Etiópia ameaça escalar para conflito regional, uma vez que anos de conversações com uma variedade de mediadores, incluindo os Estados Unidos, não conseguiram alcançar qualquer acordo.

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