Papeleiras e BCP impulsionam PSI-20 que acompanha congéneres europeias nos ganhos

Desde o início do surto da Covid-19, a China não registou mortes e, na Coreia do Sul, registou-se o segundo dia consecutivo com menos de 50 novos casos de infeção. A situação impulsionou o sentimento do mercado na Europa, beneficiando o PSI-20, que foi também impulsionado pelos ganhos expressivos da Semapa, Navigator e do BCP.

Reuters

O PSI-20, encerrou a segunda sessão desta semana em alta, acompanhando as congéneres europeias. Impulsionado pelas papeleiras Semapa e Navigator e pelo Millennium bcp, o principal índice bolsista nacional valorizou 1,27%, para 4.069,46 pontos.

Na Europa, apesar de os ganhos terem perdido fulgor ao longo da sessão, o dia foi positivo, com os principais índices bolsistas a encerrarem no verde, com valorizações acima dos 2%. Segundo Ramiro Loureiro, analista de mercados do BCP, “as notícias vindas da China de que pela primeira vez o país não registou mortes devido ao surto e a comunicação de que a Coreia do Sul reportou menos de 50 casos pelo segundo dia consecutivo até trouxeram algum otimismo aos investidores esta manhã”.

Além disso, o analista frisou que, no plano macroeconómico, “a produção industrial alemã apresentou um registo acima do previsto em fevereiro, com a leitura a demonstrar uma queda homóloga de 1,2%, enquanto os analistas antecipavam uma contração de 3%”.

Os ganhos foram transversais em todos os setores do EuroStoxx 600, à exceção do setor da saúde, que foi pressionado pelas quedas da Roche, AstraZeneca, Galapagos e Sanofi. O índice pan-europeu valorizou 1,88%. Na Alemanha, o Dax subiu 2,79%, em Londres, o FTSE 100 ganhou 2,19%, o mesmo que o italiano FTSE Mib. Em Paris, o CAC 40 valorizou 2,12% e em Madrid, o Ibex 35 subiu 2,30%.

Por cá, a Semapa, a Navigator e o BCP lideraram os ganhos, subindo 5,94%, 5,08% e 5,80%, respectivamente.

Também a Sonae Capital registou um dia positivo, subindo 2,64%, apesar de ontem ter anunciado o congelamento da distribuição de dividendos por causa da incerteza causada pela Covid-19. A empresa liderada por Miguel Gil Mata disse que vai avaliar a remuneração acionista assim que houver mais certeza no mercado.

Já a Sonae, liderada por Cláudia Azevedo, disse que vai manter a distribuição de dividendo de 4,63 cêntimos por ação por conta dos resultados de 2019 e encerrou com ganhos de 3,89%.

A REN subiu 0,42% embora os analistas da Caixa BI tenham recomendado a compra dos títulos da empresa liderada por Rodrigo Costa, embora tenham baixado o preço-alvo de 3,40 euros para 3 euros por ação. Já o Goldman Sachs, que também manteve a recomendação de compra da REN, subiu o preço-alvo de 2,35 euros para 2,60 euros. A REN encerrou a negociar nos 2,40 euros.

Das 18 cotadas no PSI-20, cinco encerraram em alta: EDP Renováveis, Novabase, Ibersol, Jerónimo Martins e Pharol.

Nas matérias-primas, o preço do petróleo recupera. Em Londres, o barril de Brent negoceia nos 33,17 dólares, depois de valorizar 0,33%. Nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate avança 1%, para 26,34 dólares.

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