Paris avisa Bruxelas que não há razões para impedir fusão entre a Siemens e a Alstom

Ministro francês da Economia, Bruno LeMaire, defendeu a fusão entre a Siemens e a Alstom e avisou a Comissão Europeia para os perigos da concorrência chinesa no setor ferroviário a nível global.

Der Rhein-Ruhr-Express ist die seit vielen Jahren gehegte große Idee für neue Lebensqualität in der Metropolregion: Auf einem Liniennetz quer durch Nordrhein-Westfalen und darüber hinaus rheinaufwärts bis nach Koblenz und ostwärts bis nach Kassel werden künftig schnelle, attraktive Züge die Städte-Landschaft zu Spitzenzeiten im 15-Minuten-Takt zügig und komfortabel durchqueren. Siemens liefert nicht nur die Züge, sondern ist auch mit der Instandhaltung für 32 Jahre beauftragt und stellt so die tägliche Verfügbarkeit der Flotte im Betrieb sicher.The Rhine-Ruhr express has been a long-cherished dream to bring a new quality of life to the metropolitan region. A dream is now due to become reality in the near future, with fast, comfortable trains running through the urban landscape at 15 minute intervals during peak travel times in a rail network running right across North Rhine-Westphalia, and extending up the Rhine to Koblenz and as far east as Kassel. Siemens will not only supply the trains, but has also been contracted to maintain them for the next 32 years to ensure that the fleet is available every day.

O ministro francés de Economia, Bruno Le Maire, considerou hoje, dia 6 de janeiro, que não há razões para impedir a fusão da Siemens com a Alstom.

De acordo com o jornal económico espanhol ‘Expansión’, Bruno Le Maire avisou que se a Comissão Europeia emitir uma decisão negativa sobre esta operação de concentração isso seria um erro, tanto ao nível económico como político, que debilitaria a indústria europeia face à concorrência chinesa.

“Não vejo nenhuma razão aceitável para que a Comissão se oponha”, sublinhou Le Maire numa entrevista à “Europe 1” e à “CNews”, quando foi questionado sobre a possibilidade de as autoridades europeias da Concorrência vetarem a fusão entre o grupo alemão Siemens com o congénere francês Alstom.

Na sua opinião, “o direito europeu da Concorrência está obsoleto” porque se formalizou no século passado como resposta a uma realidade distinta, mas agora, num contexto de criação de gigantes mundiais em muitos sectores económicos, “não permite que a Europa crie os seus próprios campeões”.

Le Maire referiu-se ao grupo chinês CRRC, cuja faturação já duplica a da Alstom e da Siemens em conjunto, que fabrica 200 comboios de alta velocidade por ano, contra os 35 conseguidos pelos grupos europeus, e que em função dessa posição de força garantiu a maioria dos concursos lançados no negócio ferroviário nos Estados Unidos.

“De que é que estamos à espera para acordar?”, indignou-se o ministro francês, acrescentando que se a CE – Comissão Europeia  se pronunciasse contra a fusão Siemens-Alstom “o faria por más razões”.

“Seria não só um erro económico, mas também uma falha política”, porque, na sua opinião, “debilitaria toda a indústria europeia face à China”, e enviaria o sinal de que “a Europa se divide e se desarma”.

No passado dia 18 de dezembro, a comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, manifestou a sua preocupação sobre as consequências sobre a fusão da Alstom e da Siemens para o mercado de comboios de alta velocidade e também para o segmento da sinalização ferroviária.

Cerca de uma semana antes, as duas empresas fizeram uma proposta a Bruxelas com concessões para superar as objeções da Comissão Europeia.

Segundo o ‘Expansión’, essa proposta consiste em alienar áreas de actividade no segmento da sinalização e do material circulante, que representam “cerca de 4%” da empresa que resultaria desta fusão.

Recorde-se que Bruxelas abriu em julho uma investigação sobre esta operação por considerar que esta concentração pode reduzir a oferta dos operadores ferroviários na hora de selecionar os seus fornecedores, limitar os produtos inovadores e provocar uma subida de preços.

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