Paulo Jorge Ferreira: “Universidade de Aveiro integra projeto universal em todas as áreas do saber”

O reitor da Universidade de Aveiro disse, na Web Talk “Educação”, promovida pelo Jornal Económico e pela Huawei, esta terça-feira, que o ensino será cada vez mais personalizado e interativo. Deu como exemplo as universidades europeias, projeto lançado por Bruxelas, e que a UA integra.

O ensino será cada vez mais personalizado e interativo. Exemplo disso é o projeto da universidade europeia lançado pela União Europeia e que a Universidade de Aveiro integra, revelou o seu reitor, Paulo Jorge Ferreira, na Web Talk “Educação”, promovida pelo Jornal Económico e pela Huawei nesta terça-feira.

Há uma dúzia de países em toda a Europa, da Escandinávia até à Europa do Sul, passando pela Europa Central envolvidas. “É um projeto universal em todas as áreas do saber, uma tentativa de criar um espaço fluído de ensino europeu com valores europeus, baseado na partilha, na experiência , no presencial, mas também no virtual”, explicou o reitor da Universidade de Aveiro.

Trata-se, sublinhou, de “uma tentativa de ultrapassar o conceito de diploma e substituí-lo, ou complementá-lo, pelo menos, ao nível da pós-graduação, pelo conceito de micro credenciais”. Conforme explicou, trata-se de pequenos carimbos  de formação que os estudantes poderão ir colecionando num passaporte de formação ao longo do tempo, ao longo da carreira ou ao longo das instituições e numa forma geograficamente distribuída.

“Isto é uma personalização mágica, última, extrema do conceito de curso”. O curso naquele que é em si mesmo:  uma trajetória através do saber. A diferença está em que esta trajetória foi escolhida de antemão independentemente do estudante. “Estamos a trabalhar em trajetórias através do saber que são altamente personalizáveis para dar resposta, também, a um dos problemas existentes atualmente e que é a interdisciplinaridade crescente e a incapacidade das instituições de criar tantos cursos interdisciplinares quanto as combinações de disciplinas que existem, a interdisciplinaridade crescente dos desafios societais e também a necessidade de dar formação ao longo da vida”.

Depois de fazer uma primeira licenciatura, regressar à universidade mais tarde para tirar outro curso com a duração de dois ou três anos afigura-se uma tarefa difícil. Tudo isso muda agora. “Podemos ter unidades que complementam ou atualizam unidades de formação que o estudante, tenha ele 40, 50, ou 60 anos, eventualmente tem interesse em  fazer”, sublinhou.

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