Paulo Macedo admite remuneração de 250 milhões ao Estado em 2020

A CGD diz que o BCE tem de não se opor aos dividendos que forem decididos em Assembleia Geral.

Os dividendos que a CGD vai distribuir em 2020 por conta dos resultados deste ano, ainda não estão decididos, mas Paulo Macedo admitiu ser “plausível” o valor de 250 milhões de euros. A CGD registou um lucro de 641 milhões de euros.

A CGD regressou ao pagamento de dividendos no montante de 200 milhões de euros sobe os resultados de 2018, mas o valor de dividendos do próximo ano “ainda é permaturo falar”, disse o CEO da CGD.

As dez condições para a distribuição de dividendos são: as regras bancárias que definem o âmbito do montante máximo distribuível; o nível de MREL que venha a ser definido para a CGD por parte das autoridades de resolução; os requisitos de capital para 2019 que vierem a ser definidos pelo BCE; eventuais almofadas de segurança que surjam dos testes de stress já realizados pelo supervisor; a aprovação de uma política de distribuição de dividendos pela CGD; aprovação pelo Conselho de Administração; aprovação em Assembleia Geral; e a não existir oposição por parte do BCE.

Paulo Macedo realçou uma alteração nos requisitos, já que antes era preciso uma autorização do BCE e agora é apenas a não oposição. Isto decorre dos progressos do banco face ao plano estratégico acordado no âmbito da recapitalização do banco público.

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