Paulo Macedo diz que fecha venda do banco em Cabo Verde em breve e adia ‘sine die’ venda no Brasil

Esta venda da participação social no Banco Comercial do Atlântico estava prevista no plano estratégico da CGD para 2017-2020 negociado com a DGComp de Bruxelas. Já o banco do Brasil não vai ser vendido dentro do prazo estabelecido no acordo com a Comissão Europeia.

A venda da participação da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no cabo-verdiano Banco Comercial do Atlântico (BCA), definida pelo Governo em setembro de 2019, “será concluída a breve trecho”, disse o CEO da Caixa, Paulo Macedo, na apresentação de resultados do semestre em que o banco viu o lucro cair 41% para 249 milhões de euros.

Esta venda da participação social no Banco Comercial do Atlântico estava prevista no plano estratégico da CGD para 2017-2020 negociado com a DGComp de Bruxelas, e não significa a saída do capital do banco de Cabo Verde, já que vai manter a sua presença através do Interatlântico, no qual detém uma participação de 71%.

Através do Banco Interatlântico, que detém igualmente em Cabo Verde, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) controla 52,65% do BCA, ao que se soma uma participação própria de 6,76%. O Instituto Nacional da Previdência Social de Cabo Verde detém uma participação de 12,54% no BCA.

“A alienação do Banco Comercial do Atlântico não prejudica a estratégia da presença internacional da CGD em Cabo Verde, que continuará a ser assegurada através do Banco Interatlântico, que tem origem na transformação da anterior sucursal da CGD em Cabo Verde num banco de direito local”, afirmou na altura o Governo no diploma.

O Banco Comercial do Atlântico é o maior de Cabo Verde teve lucros de 10,6 milhões de euros em 2019.

Desde 2019 que a CGD tem em curso o processo de venda da participação no BCA, optando por ficar no mercado cabo-verdiano apenas com o Banco Interatlântico. Esta venda da participação social no BCA, que no total ultrapassa um peso de 59%, será realizada dentro do horizonte temporal do plano estratégico, ao contrário do  Banco Caixa Geral – Brasil, que só vai acontecer “quando estiverem reunidas as condições de mercado”.

Paulo Macedo disse que já avisou a DG Comp que não iria cumprir o compromisso de vender o banco no Brasil até ao fim do plano estratégico.

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