PCP diz que problemas estruturais persistem mas estancaram-se “graves chagas sociais”

João Oliveira defendeu, na reunião da Comissão Permanente, que só uma correlação de forças que garanta uma política patriótica e de esquerda pode continuar os avanços conseguidos e que uma maioria do PS será um passo atrás.

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, afirmou esta quarta-feira, em jeito de balanço da legislatura, que os problemas estruturais persistem mas estancaram-se “graves chagas sociais”. João Oliveira defendeu que só uma correlação de forças que garanta uma política patriótica e de esquerda pode continuar os avanços conseguidos e que uma maioria do PS será um passo atrás.

“Os últimos quatro anos comprovaram que a valorização dos direitos dos trabalhadores e do povo é a chave para o nosso desenvolvimento e progresso”, começou por dizer João Oliveira, na reunião da Comissão Permanente, que substitui o plenário durante as férias e encerra a legislatura.

João Oliveira disse que todas as conquistas alcançadas nos direitos dos trabalhadores e do povo, “das maiores às mais pequenas”, constituíram “importantes elementos de maior justiça social e revelaram-se mola impulsionadora da melhoria das condições de vida, de crescimento económico, de criação de emprego, do reforço da Segurança Social” e garantiu que o PCP se orgulha de cada uma delas.

“O PCP orgulha-se do papel decisivo que assumiu em todas elas e da luta que travou para que se fosse mais longe. O país não tem os seus problemas estruturais resolvidos, mas estancou algumas das suas mais graves chagas sociais. A recuperação de rendimentos permitiu também a recuperação da esperança no futuro”, concretizou o líder parlamentar do partido.

O deputado comunista advertiu, no entanto, que há partidos que, “à primeira oportunidade” que tiverem vão “retomar política de empobrecimento e exploração com que durante anos se infernizou a vida dos portugueses”. “A ideia de uma maioria absoluta do PS encaixa nesses plano e projetos e há que dar-lhe combate. Esta nas mãos dos portugueses impedir a maioria absoluta”, defendeu.

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