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Petróleo dispara 20% e ultrapassa os 111 dólares com escalada da guerra entre EUA, Israel e Irão

Os analistas norte-americanos estão a relatar que os investidores estão a vender posições em ouro (causando a queda dos preços do ouro) para gerar o dinheiro necessário para cobrir as chamadas de margem desencadeadas por oscilações bruscas nos preços do petróleo.
Trading screen financial data in red. Selective focus. Focus is appx central.
8 Março 2026, 23h05

Os preços do petróleo nos EUA disparam devido aos receios de escassez de oferta, no meio da escalada da guerra entre os EUA e Israel com o Irão.

Segundo a Reuters o West Texas Intermediate (WTI), a referência norte-americana, chegou a tocar os 111,24 dólares por barril, uma subida vertiginosa de 22,4% logo na abertura, depois moderou para os 105,73 dólares, ainda assim uma subida de 16,31% face ao fecho anterior. Mas já está a subir novamente 19% para os 108,16 dólares o barril.

O Brent, referência na Europa, está a subir 16,97% para 108,42 dólares,

O mercado energético global entrou em modo de choque no início da sessão desta segunda-feira. Os preços do crude nos Estados Unidos dispararam mais de 20%, atingindo valores não vistos desde julho de 2022, perante o cenário de guerra aberta entre os EUA e Israel contra o Irão.

Pânico nos Mercados e Estreito de Ormuz
 
Este movimento reflete o pânico dos investidores quanto a interrupções prolongadas no Estreito de Ormuz, a artéria vital por onde passa cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo. Com a acumulação de uma subida de 36% na última semana, o mercado sinaliza que o risco de oferta é agora imediato.

A sucessão política no Irão veio deitar por terra qualquer esperança de desescalada diplomática. Teerão nomeou Mojtaba Khamenei para suceder ao seu pai, Ali Khamenei, como Líder Supremo.

A escolha reafirma o controlo da linha dura no país, precisamente uma semana após o início das hostilidades diretas com as forças luso-americanas e israelitas.

No terreno, o conflito expandiu-se drasticamente. O exército de Israel confirmou ataques contra comandantes iranianos no coração de Beirute, alargando o palco de guerra à capital libanesa. Os ataques de domingo elevaram o número de mortos para quase 400 em poucos dias.

Especialistas alertam que o choque nos preços não será passageiro. Mesmo que o conflito termine em breve, os danos em infraestruturas petrolíferas, a logística interrompida e o risco acrescido no transporte marítimo garantem faturas pesadas para consumidores e empresas.
O mundo enfrenta agora a perspetiva de semanas ou meses de preços de combustíveis em máximos, ameaçando travar a economia global e alimentar uma nova vaga inflacionista.

Entretanto o  blogue financeiro e agregador de notícias Zerohedge está a revelar que os mercados financeiros estão a registar um fenómeno de liquidação forçada no ouro para cobrir perdas e chamadas de margem (margin calls) noutras classes de ativos, nomeadamente provocadas pela volatilidade extrema da guerra no Médio Oriente.

Isto significa que os investidores estão a vender posições em ouro (causando a queda dos preços do ouro) para gerar o dinheiro necessário para cobrir as chamadas de margem desencadeadas por oscilações bruscas nos preços do petróleo.

Nas ações os futuros do S&P 500 estão a registar uma queda de 1,7%; o Nasdaq igualmente a cair 1,7%; e o Dow Jones a recuar 2%.

Na sexta-feira, os preços do gás natural tinham subido mais 5,23%, fechando a cotar nos 53,38 euros.

No que diz respeito aos preços do petróleo Brent, às 07:30 de hoje (06:30 hora em Lisboa), era negociado a 109,62 dólares, uma subida de 17,53%, segundo dados da Bloomberg.

No entanto, pouco depois das 03:00, o Brent já tinha subido mais de 28%, atingindo os 119,50 dólares.

 


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