Petrolífera italiana ENI vai investir 7 mil milhões de dólares em Angola

Segundo informação enviada ao Jornal Económico, o CEO da ENI, Cláudio Descalzi, apresentou esta terça-feira, em Luanda, os resultados da sua estratégia de exploração em Angola, relacionada com a descoberta de mais de dois mil milhões de barris de petróleo equivalente no Bloco 15/06, desde 2018.

A petrolífera italiana ENI vai reforçar o investimento em Angola. O Presidente de Angola, João Lourenço, e o CEO de ENI, Claudio Descalzi, estiveram reunidos em Luanda para analisar o progresso das atividades da ENI em Angola. Segundo informação enviada ao Jornal Económico pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Cláudio Descalzi apresentou os resultados da estratégia de exploração da ENI em Angola, relacionada com a descoberta de mais de dois mil milhões de barris de petróleo equivalente (boe) no Bloco 15/06 desde 2018. Por seu turno, o “Jornal de Angola”, adianta que “a ENI vai investir em Angola, nos próximos quatro anos, 7.000 milhões de dólares nas áreas de pesquisa, produção e refinação”.

“Aproveitando as instalações existentes, a empresa conseguiu realizar o desenvolvimento ultrarrápido destas descobertas, confirmando o tempo recorde de comercialização da ENI, reduzindo ao mesmo tempo as emissões de CO2 das operações”, adianta a informação prestada pela ENI. Cláudio Descalzi também relatou o desenvolvimento de um terceiro polo de produção, no Bloco 15/06, que permitirá colocar em produção todo o potencial da descoberta” efetuada no campo petrolífero de Agogo.

Foi igualmente analisado o progresso das iniciativas no sector das energias renováveis e no downstream. A parceria Solenova JV (entre a Sonangol, com 50%, e a Eni, também com 50%) completou as atividades iniciais da “primeira fase da central fotovoltaica de Caraculo, com arranque previsto em 2022”, adianta a informação técnica da ENI.

Relativamente ao downstream, a petrolífera italiana renovou o seu compromisso na refinaria de Luanda onde, graças ao esforço conjunto da Sonangol e da ENI, explicando que a eficiência operacional do ativo melhorou significativamente nos últimos três anos. “Mais de 100 técnicos angolanos estiveram envolvidos em programas de formação específicos em Itália e Angola, e “o projeto para aumentar a capacidade de produção de gasolina, permitindo ao país reduzir a sua dependência da importação de produtos acabados, está em construção, esperando-se o seu arranque em 2022”, acrescentou a ENI.

Cláudio Descalzi adiantou detalhes sobre “o Novo Consórcio de Gás, que permitirá desenvolver e rentabilizar campos de gás não associados, aumentando a capacidade de Angola para produzir LNG e a disponibilidade de gás doméstico para o desenvolvimento industrial do país”.

Os responsáveis da ENI explicaram o progresso das iniciativas de desenvolvimento local da ENI, que se centram no “desenvolvimento agrícola, acesso à água, energia, educação e saúde, bem como nos trabalhos de remoção de minas terrestres, e ainda nos projetos de acesso à terra, diversidade & inclusão”. “Angola desempenha um papel fundamental na estratégia de crescimento orgânico da ENI, que está presente no país desde 1980”, refere a ENI.

Para além do Bloco 15/06, com dois polos de produção, e o desenvolvimento de um terceiro polo no campo de Agogo, a ENI recordou que opera atualmente, na fase de exploração, o Bloco 1/14 (no offshore da Bacia do Baixo Congo), e os Blocos Cabinda Norte e Cabinda Centro (no onshore), referindo que em breve aumentará as suas áreas operadas com o Bloco 28 no offshore da Bacia do Namibe. A sua produção petrolífera atual é de cerca de 120 mil barris de petróleo equivalente por dia.

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