Plano nacional de gestão florestal prevê 500 milhões de investimento por ano

Para a execução deste plano o documento vai requisitar 500 milhões de euros dos setores público e privado “para que o país venha a conseguir reduzir para metade a área anualmente ardida em fogos rurais e diminuir os danos provocados por eventos graves”, segundo o Governo.

Foi publicado, esta terça-feira em Diário da República o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais (PNGIFR), que vai abranger o período 2020-2030 e que visa mobilizar “todas as entidades públicas e privadas para que o país consiga reduzir para metade, nos próximos dez anos, a área anualmente ardida em incêndios rurais”.

Para a execução deste plano o documento vai requisitar 500 milhões de euros do público e do privado “para que o país venha a conseguir reduzir para metade a área anualmente ardida em fogos rurais e diminuir os danos provocados por eventos graves”, lê-se na nota.

“Será necessário adotar uma perspetiva de desenvolvimento integrado e articulado entre as entidades através do investimento em recursos humanos, tecnologia, sistemas, comunicação, infraestruturas e incentivos”, continua.

Estes apoios irão estimular a economia rural, tanto a nível da fileira florestal, agricultura e pecuária como a nível do turismo rural e postos de trabalho indiretos em indústrias como a logística e transportes ou a restauração e alojamento. Estima-se, por isso, que estes reforços resultem na criação de cerca de 60 mil postos de trabalho até 2030 nas áreas rurais.

O documento informa ainda que, nos últimos dois anos, registou-se uma diminuição de 47% de ignições, face ao período 2008-2017, e igualmente uma diminuição de 69% de área ardida, comparando com a média 2008-2017.

Os proprietários devem ser motivados a associarem-se e a gerirem ativamente o seu património florestal e agrícola, que representa 97% do país. A população,em geral, tem de mudar radicalmente o seu comportamento perante o uso do fogo. De facto, os números falam por si:98% dos incêndios têm origem humana, 85% Incêndios começam a menos de 500 metros de uma estrada ou de áreas habitadas ou cultivadas e mais de 60% são resultado de fogueiras, queimas e queimadas mal realizadas

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