[weglot_switcher]

“Planos revistos a todo o tempo”. Vila Galé com duas unidades abertas e duas encerradas em Cuba

Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo hoteleiro presente no país revela que os hotéis Cayo Paredón e Cayo Santa Maria estão abertas, mas podem encerrar a qualquer altura, podendo acontecer o cenário oposto nas unidades em Varadero e Cuba.
12 Fevereiro 2026, 12h30

O Grupo Vila Galé continua com duas unidades abertas e outras tantas encerradas em Cuba, mas o cenário é imprevisível e pode mudar em qualquer altura. A informação foi revelada à imprensa por Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da empresa, à margem do congresso da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), que decorre na Alfândega do Porto.

“Neste momento temos ainda dois hotéis abertos, mas eles andam a rever os planos a todo o tempo e portanto, vão suspendendo e vão encerrando temporariamente. Para já, ainda temos dois, mas poderão vir a ficar temporariamente encerrados”, referiu.

Os hotéis que se encontram abertos são o Vila Galé Cayo Paredón e Vila Galé Cayo Santa Maria, mas com a redução da operação canadiana, o administrador realça que “provavelmente vão concentrar noutros (hotéis), mas ainda não temos a resposta definitiva, portanto ainda pode ser que fique ou não aberto”.

Por agora, estão encerradas as unidades em Varadero e Havana. “Neste momento estão fechados dois, mas a situação pode inverter-se”, salientou.

As sanções dos Estados Unidos a Cuba estão a provocar um cenário de crise energética no país e que está a afetar o setor do turismo, fruto das dificuldades de combustível das operadoras aéreas, nomeadamente do mercado canadiano, do qual Cuba tem uma grande dependência.

“Está a haver algumas dificuldades com o combustível e por causa disso, os operadores canadianos ou uma parte suspenderam as operações e as viagens para Cuba, que tem uma dependência grande do mercado canadiano enquanto mercado emissor”, explicou o administrador.

Fruto desta, desta diminuição do número de turistas e desta dificuldade de combustível, a Ávoris, um dos principais operadores, e em conjunto com os grupos hoteleiros, estão a reorganizar os destinos e a concentrar as operações em alguns hotéis.

“Não há clientes, nem a capacidade de fazer chegar o combustível a todos e portanto, estão a fazer uma gestão por um lado energética e a minimizar o desperdício”, afirmou Gonçalo Rebelo de Almeida.

RELACIONADO

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.