“Não houve dúvidas, do trabalho feito pela equipa técnica do Sernic, em coordenação com a medicina legal do Hospital Central de Maputo, onde também estiveram presentes os magistrados do Ministério Público, de que não havia dúvidas nenhumas, até ao presente momento, de tratar-se de um caso de suicídio, não homicídio, conforme tem-se propalado”, disse Hilário Lole, porta-voz do Sernic.
De acordo com a polícia de investigação moçambicana, o cidadão português e administrador do banco BCI, subsidiária em Moçambique do grupo português Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do também português BPI, tirou a própria vida com recurso a instrumentos cortantes, nomeadamente facas, e ingestão de um veneno para ratos.
Anteriormente, a porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Marta Pereira, tinha dito à “Agência Lusa” que a morte do cidadão português era resultado de homicídio, avançando que investigações estavam em curso, com base nas fitas de gravação do referido hotel.
“Quanto às razões, são questões que só poderemos avançar depois da investigação que se está a fazer através do comando conjunto. Mas confirmo o caso”, disse Marta Pereira, acrescentando que o crime aconteceu na segunda-feira, pelas 23h46, e que se tratou de “um homicídio voluntário”.
Segundo o Sernic, na segunda-feira, Pedro Ferraz Correia dos Reis saiu do seu local de trabalho às 14h00 (12h00 em Lisboa), em direção à sua casa, de onde tirou, da sua cozinha, uma faca e deslocou-se a um estabelecimento comercial, na marginal de Maputo, para adquirir, entre outros bens, mais duas facas, depois encontradas no interior da sua viatura.
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