“Portugal caminha para a cauda da Europa. Orçamento do Estado tem política a mais e economia a menos”, criticam patrões

As confederações patronais defendem que é preciso “inverter a continuada degradação do nosso crescimento”.

Os patrões portugueses consideram que existe política a mais em torno do Orçamento do Estado, criticando a falta de mais medidas para promover a economia.

“Um Orçamento do Estado é sempre uma opção política que se faz. E o OE tem tido tacticismo político a mais e estratégica económica a menos”, criticou António Saraiva.

Desde que António Costa chegou ao poder, os Orçamentos de Estado foram sempre aprovados com a ajuda dos partidos da geringonça (PS, Bloco de Esquerda e PCP), com a única exceção a ser o OE deste ano, que foi aprovado já sem o Bloco de Esquerda.

“Portugal caminha lamentavelmente para a cauda da Europa em termos de crescimento económico”, disse o líder da CIP, destacando o crescimento em países como a Hungria e na República Checa.

É preciso “inverter a continuada degradação do nosso crescimento. Portugal há 20 anos que não cresce. A culpa é de sucessivos governos”, destacou.

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