Portugal com seis vacinas contratadas e duas ainda em discussão

A especialista revelou que duas vacinas, a Comirnaty (Pfizer) e Spikevax (Moderna) preveem ensaios em crianças até aos 12 anos, de forma a analisar o nível de proteção das respetivas vacinas nestas faixas etárias, uma vez que são as únicas que não estão visadas nos estudos divulgados.

Sessão COvid-19 no Infarmed
FOTO: Presidência da República

O Infarmed garante que continuam a ser desenvolvidas vacinas no mundo, tendo Portugal seis vacinas contratualizadas, através da Comissão Europeia, e duas ainda em fase de discussão.

A especialista Fátima Ventura da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) abordou o tema das vacinas, nomeadamente os desenvolvimentos. A perita assumiu que atualmente existem 30 vacinas na terceira fase e oito delas na quarta fase.

“Neste momento, há 30 vacinas em fase III e oito delas em fase IV, o que significa que são vacinas que já foram aprovadas e a sua investigação continua”, defende.

A especialista revelou que duas vacinas, a Comirnaty (Pfizer) e Spikevax (Moderna) preveem ensaios em crianças até aos 12 anos, de forma a analisar o nível de proteção das respetivas vacinas nestas faixas etárias, uma vez que são as únicas que não estão visadas nos estudos divulgados. Fátima Ventura prevê ainda que venham a existir pedidos de utilização destas vacinas em maiores de cinco anos de idade.

A especialista do Infarmed abordou ainda o facto de alguns contratos com os fabricantes, em que estes preveem o fornecimento de vacinas já adaptadas às variantes, ainda que as empresas não tenham realizado qualquer pedido à Agência Europeia do Medicamento. Para já, e de acordo com Fátima Ventura, a Novavax, Sanofi, CureVac, Sputnik V e Sinovac ainda não realizam um pedido formal de introdução no mercado europeu.

Dose de reforço?

A especialista do Infarmed assumiu que a dose de reforço da Pfizer para cidadãos acima dos 16 anos está atualmente a ser avaliada pela Agência Europeia do Medicamento.

As perspetivas apontam que esta vacina de reforço, caso aprovada, seja administrada seis meses após o esquema vacinal esteja completo, ou seja, seis meses após a segunda dose.

Estão ainda a ser estudadas doses adicionais de vacinas para pessoas com sistemas imunológicos comprometidos e que não responderam como o previsto à vacinação.

A Agência Europeia do Medicamento está atualmente a avaliar os pedidos da Pfizer e da Moderna relativamente à dose de reforço, não se sabendo data sobre os resultados.

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