Portugal conta com o apoio de Trump em Bruxelas para pipeline de gás importante para Sines

O homem forte de Trump para a energia garante que vai defender junto da Comissão Europeia a construção de um gasoduto entre França e Espanha que pode potenciar Sines como porta de entrada de gás natural na Europa.

Portugal conta com um aliado de peso em Bruxelas para defender a necessidade de construção de um gasoduto que pode tornar Sines uma das portas de entrada de gás natural na Europa.

O Governo de Donald Trump vai defender junto da Comissão Europeia e os países europeus a necessidade de Espanha e França construírem um novo gasoduto que pode tornar a infraestrutura de gás natural em Sines e em Portugal mais relevante a nível europeu.

A garantia foi dada pelo Secretário de Energia dos Estados Unidos da América durante uma visita hoje ao porto de Sines e ao terminal de gás natural liquefeito, com a sua comitiva a contar com várias empresas norte-americanas produtoras de gás natural: VentureGlobal LNG, NextDecade Corporations, Cheniere e Penn American Energy.

“Pensamos que a independência energética é importante, pensamos que a segurança de abastecimento faz parte da segurança nacional não só em Portugal mas em toda a Europa”, disse Dan Brouillette numa visita em que esteve acompanhado pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

Apesar da vontade dos Estados Unidos em potenciar Sines, e assim vender mais gás natural de xisto à Europa, a verdade é que um gasoduto considerado essencial para levar o gás que entra em Portugal para toda a Europa deixou de ser considerado relevante.

Esta nova interligação de gás natural entre Espanha e França foi chumbada pelos reguladores dos dois países, e deixou de ser considerado um projeto importante para a Comissão Europeia, logo não sendo elegível para fundos europeus.

Dan Brouillette garante que vai defender a importância deste gasoduto junto da Comissão Europeia e os estados-membros esta semana num encontro que vai ter lugar em Munique, Alemanha.

“Tenho interesse em continuar esta conversação, à medida que discutimos os gasodutos Mid Cat e o Step”, começou por apontar durante a visita ao terminal de GNL da Redes Energéticas Nacionais (REN).

“Vamos insistir neste ponto de dependência excessivsa em um fornecedor de energia, no caso da Europa é a Gazprom da Rússia, o que pode vir a ser uma situação perigosa”, destacou o homem forte de Donald Trump para a energia.

“Vamos continuar a apelar aos europeus, como os alemães e outros, para aumentarem a sua diversidade de fornecimento e aumentar os seus fornecedores. É por isto que estes gasodutos são importantes e vamos continuar a ter estas conversações em Munique”, afirmou.

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