Portugal entre os países que lideram diálogo sobre transição energética justa

No mesmo grupo está a Islândia, o país com a maior produção de energia limpa per capita, o Panamá, os Emirados Árabes Unidos e a pequena ilha de Nauru, no Pacífico, que tem apostado em energias renováveis.

A Organização das Nações Unidas (ONU) colocou Portugal no grupo dos países que lidera a discussão sobre transição energética justa e inclusiva, de forma a possibilitar o cumprimento de um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Trata-se de uma iniciativa no âmbito dos “Diálogos de Alto Nível sobre Energia 2021”, que decorre a 21 de setembro, em Nova Iorque.

No mesmo grupo está a Islândia – o país com a maior produção de energia limpa per capita –, o Panamá, os Emirados Árabes Unidos e a pequena ilha de Nauru, no Pacífico, que tem apostado em energias renováveis.

Esta é mais uma forma de chamar a atenção, ao nível global, para as ações que urge implementar para atingir o número 7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas.

Esta meta pressupõe que até 2030 seja assegurado “o acesso universal, moderno, de confiança e a preços acessíveis a serviços de energia”, aumentando, simultaneamente, “a participação de energias renováveis na matriz energética global”.

Entre os Estados-membros da ONU a ocupar um papel relevante nestes diálogos relacionados com a transição energética surge também Espanha, sinal de que a comunidade reconhece o esforço da Península Ibérica no setor das renováveis, bem como o seu imenso potencial para fazer parte do grupo de países que irá liderar a transição energética.

A ideia é que estes “embaixadores”, como Portugal e Espanha, tomem a liderança da promoção, consciencialização e inspirem compromissos e ações sobre os cinco temas destes “Diálogos”.

Nem só de transição energética se falará. O acesso à energia, a inovação, tecnologia e dados e ainda as finanças e investimentos serão temas em cima da mesa.

Os países escolhidos desempenham um papel fundamental na mobilização de compromissos voluntários sob a forma de pactos energéticos que os Estados-membros, as empresas, as cidades e outras partes interessadas podem apresentar nos “Diálogos de Alto Nível” e que poderão ser levados à reunião climática da COP26, em novembro, na Escócia.

A APREN, em colaboração com os seus associados, na senda do que tem sido o seu trabalho ao longo dos últimos anos, está disponível para continuar a participar neste debate apresentando contributos para que se atinja este verdadeiro Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, de forma justa e inclusiva, assegurando preços de energia mais competitivos. Em suma, para que se alcance um futuro mais resiliente naquelas que são as dimensões fundamentais: saúde pública; financiamento e crescimento da economia e aumento da competitividade; geração de emprego; preservação da biodiversidade e ecossistemas e a incontornável neutralidade climática.

Recomendadas

A Câncio cansa-me…

Se viver neste país já é um exercício de resistência, ter memória é, muitas vezes, desesperante. Sou, como tal, das que prefere quem muda de opinião a quem finja que o faz, apenas para manter a imagem que julga deter. 

Avaliar e medir para inovar

Portugal caiu vários lugares no European Innovation Scoreboard, sendo assim reconduzido ao grupo dos Inovadores Moderadores. Prova de que esta é uma área nacional de intervenção prioritária.

Se queremos diferente, não podemos votar igual

A infantilidade e até irracionalidade dos recentes ataques ao liberalismo é fruto do incómodo que sente quem sabe que o sistema político por si desenhado não funcionou, não funciona e não funcionará.
Comentários