Portugal quer garantir “corredor aéreo” para turismo britânico

No ano passado, mais de 16 milhões de turistas internacionais chegaram a Portugal, sendo que do total deste valor, 20% eram cidadãos do Reino Unido.

No verão, as praias do Algarve enchem-se de turistas britânicos que querem aproveitar o sol do sul da Europa. Para continuar a garantir uma parte do turismo em altura de pandemia, Portugal e o Reino Unido estão atualmente em conversas para assegurar um corredor aéreo para os turistas britânicos aproveitarem as férias de sempre e evitarem a quarentena obrigatória de 14 dias imposta por Boris Johnson, admitiram duas fontes do processo à ‘Reuters’.

Em 2019, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, o turismo valia 16,5% do Produto Interno Bruto português, o que explica a decisão das autoridades em quererem salvar a parte mais crucial do ano e que mais turistas recebe.

No ano passado, mais de 16 milhões de turistas internacionais chegaram a Portugal, sendo que do total deste valor, 20% correspondiam a visitas de cidadãos do Reino Unido.

Apesar de uma fonte garantir à ‘Reuters’ que as conversas ainda estão numa fase inicial, outra afirmou que foi o próprio governo a procurar criar este ‘corredor aéreo« para os portugueses que visitarem Inglaterra e para os britânicos visitarem Portugal. O principal objetivo seria esperar que a baixa taxa de infeção em Portugal conseguisse atrair o turismo britânico e espanhol.

O ministro dos Negócios Estrangeiros foi questionado pela ‘Reuters’ sobre a possibilidade de criar este corredor especial mas Augusto Santos Silva não confirmou nem negou, afirmando que estava otimista que os dois países iam encontram uma solução aceitável para o problema que se impõe.

“Dado o relevante múltiplo de interesses, o ministro dos Negócios Estrangeiros está confiante que será possível chegar a uma solução que encontre esses interesses, especialmente aqueles que dizem respeito ao verão”, afirmou uma fonte do Ministério.

O turismo foi a principal fonte para que Portugal conseguisse recuperar da crise e dívida económica que afetou o país entre 2010 e 2014, com a abertura de muitos hotéis e nomeadamente de apartamentos de alojamento local. A Associação de Hotelaria de Portugal afirmou à ‘Reuters’ que mais de 90% dos hotéis continuam encerrados e estimam perdas de receitas até aos 1,4 mil milhões de euros entre março e junho, que é quando devem abrir as portas.

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