Portugal vai avançar com duas estratégias de vacinação em simultâneo

Graça Freitas relembrou que o principal objetivo do processo de vacinação é “salvar vidas e evitar internamentos” e que as agências reguladores dos medicamentos aprovaram as vacinas, considerando-as eficazes, seguras e de qualidade.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, revelou esta quarta-feira que Portugal vai avançar com duas estratégias de vacinação da população em simultâneo, destacando as faixas etárias e doenças graves que podem não estar incluídas na faixa etária que vai agora ser vacinada.

Em conferência de imprensa, a diretora da Direção-Geral da Saúde (DGS) destacou que o processo de vacinação vai continuar a ser aplicado por faixas etárias decrescentes, iniciando agora no grupo que engloba a população entre os 70 e 79 anos, dado que mais de 90% da população com mais de 80 anos já está vacinada com a primeira dose.

Além das faixas etárias, Graça Freitas apontou que existem patologias graves independentemente da idade que devem receber a vacina. Para esta fase, a diretora da DGS referiu que pessoas com doença oncológica ativa, ou seja, que se encontram a realizar tratamento de quimio e radioterapia, cidadãos transplantados, doenças imunossuprimidas como infeção de VIH ou Sida, doenças neurológicas, epilepsia e doença mental.

Para outras doenças classificadas como graves, e não incluídas nesta lista inicial, a DGS vai dar “oportunidade aos médicos para referenciar doentes com outras doenças graves não apresentadas agora”.

Graça Freitas relembrou que o principal objetivo do processo de vacinação é “salvar vidas e evitar internamentos” e que as agências reguladores dos medicamentos aprovaram as vacinas, considerando-as eficazes, seguras e de qualidade.

Ainda assim, a responsável pela DGS que deu a cara pela luta contra a Covid-19 desde o início relembrou que o plano de vacinação é “um puzzle complexo que tem de se trabalhar de forma adaptável e sinérgica”, notando que este pode ser alterado a qualquer momento, como quando a Agência Europeia do Medicamento suspendeu vacinas para novos testes após efeitos secundários.

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