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Portugal vai ter um mapa verde para investir nas energias renováveis

Mapa vai identificar as áreas preferenciais para a produção de renováveis solar e eólica em terra, com um licenciamento ágil e simplificado.
23 Outubro 2025, 12h51

Portugal vai ganhar um Mapa Verde para saber onde investir nas energias renováveis. Dentro de seis meses será apresentado este mapa que está a ser preparado por uma equipa de especialistas.

A iniciativa foi hoje anunciada pelo ministério do Ambiente e da Energia e o Relatório Ambiental final, que corresponde ao fim das quatro fases previstas e à conclusão do estudo, será apresentado no fim do primeiro trimestre de 2026.

No Mapa Verde vai ser possível identificar as “áreas preferenciais para a produção de renováveis solar e eólica em terra, com um licenciamento ágil e simplificado, respeitando condicionantes e/ou restrições pré-existentes no território, e evitando ou reduzindo eventuais impactos ambientais negativos”, segundo a tutela de Maria da Graça Carvalho.

“O “Mapa Verde” é uma medida que reforça a aposta na transição energética. Vai assegurar procedimentos mais céleres, transparentes, eficientes e que, por isso, transmitem maior confiança aos investidores, enquanto garante a proteção do ambiente e do território. É parte integrante do Pacote de Reforço da Segurança do Sistema Elétrico Nacional”, de acordo com a nota hoje divulgada.

A tutela considera também que é um “passo decisivo para que se promova a aceleração da transição energética no país e se concretizem os objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030)”.

Portugal já é o 4.º país na Europa que mais eletricidade produz a partir das renováveis, com o ministério do Ambiente a dizer que o Governo assumiu o objetivo de alcançar 51% de quota de energias renováveis no consumo final bruto de energia até 2030.

Depois da produção de eletricidade a partir de fontes renováveis ter atingido um valor recorde de 65,6% em 2024, esta medida vai “contribuir de forma decisiva para o aumento contínuo na produção de renováveis e permitir uma maior eletrificação de consumos”.


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