Portugueses estão a pedir mais empréstimos para pagar contas. Pedem em média 2.239 euros

Para pagar as suas contas, os portugueses estão a aumentar os empréstimos. Nos últimos seis meses pediram 2.239 euros, mais 400 euros face ao período homólogo. Estudo da Intrum conclui, tal como o Banco de Portugal, que o aumento foi suportado pelo crescimento dos créditos pessoais sem fins específicos.

Os portugueses têm vindo a aumentar os empréstimos para pagar as suas contas. Nos últimos seis meses, pediram empréstimos de, aproximadamente, 2.239 euros, valor superior ao ano anterior que atingiu os 1.839 euros, um aumento de quase 22%, conclui o European Consumer Payment Report, estudo realizado pela Intrum, empresa líder na indústria de Serviços de Gestão de Crédito.

A conclusão deste estudo vai ao encontro dos dados divulgados recentemente pelo Banco de Portugal em que refere que, em Portugal, os bancos e as financeiras concederam, durante o mês de fevereiro, 575 milhões de euros em empréstimos ao consumo, verificando-se um aumento que foi suportado pelo crescimento dos créditos pessoais sem fins específicos. Categoria esta, recorda a Intrum, que cresceu em 18 milhões de euros, para perto de 259 milhões de euros.

“O estudo da Intrum concluiu ainda que os inquiridos portugueses (37%) continuam a pedir dinheiro emprestado ao banco, um aumento de 12% face ao período homólogo”, avança a Intrum em comunicado.

Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal afirma que “a verdade é que os empréstimos podem ajudar a alcançar os nossos sonhos, mas é importante fazer uma gestão racional dos recursos e não pedir emprestado para além das nossas capacidades e possibilidades”.

O Relatório de Pagamentos Europeu do Consumidor nasceu em 2013. Como “catalisador de uma economia saudável”, a Intrum percecionou a necessidade de consultar as opiniões de 24 mil consumidores europeus para compreender melhor a realidade da economia doméstica e a vida diária nas suas casas. As informações obtidas no European Payment Consumer Report, basearam-se num inquérito conduzido pela empresa de estudos de mercado United Minds.

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