Poupar em tempos de pandemia. Será possível?

Neste artigo mostramos que é possível poupar dinheiro, mesmo em tempos de pandemia.

Recentemente celebrámos mais um Dia Mundial da Poupança, um dia que passou despercebido. A pandemia tem desviado as atenções, mas é fundamental reforçar a importância da criação de novos hábitos de vida. Se não foi voluntariamente, pelo menos será por necessidade. Neste artigo mostramos que é possível poupar dinheiro, mesmo em tempos de pandemia.

Isto pode demorar mais tempo!

Os efeitos económicos da pandemia ainda agora se estão a começar a fazer sentir. Já vimos uma queda grande de rendimentos e começamos a registar aumentos na taxa de desemprego. Como sabemos, o emprego tem vindo a ser segurado pelos efeitos das moratórias de crédito às empresas e outros apoios do Governo. Infelizmente, voltámos ao confinamento e iremos registar um novo abrandamento da economia. Em suma, vamos ganhando a noção da realidade e concluindo que isto tudo pode demorar mais tempo do que estaríamos à espera. Logo, talvez ganhemos de facto a consciência de que teremos de nos ajustar a um novo normal. Que teremos de mudar de vida.

Como poupar se não conseguimos?

As generalizações são sempre arriscadas pois expomo-nos a cometer injustiças. No entanto, é fundamental considerar os dados agregados do nosso país. E estes dados são claros. A taxa de poupança das famílias disparou com o confinamento. É verdade. Começámos todos a poupar dinheiro, seja porque não temos tempo ou oportunidade de o gastar, seja porque reduzimos alguns encargos ou porque assumimos uma postura de prudência que é característica de qualquer momento de incerteza. Repetimos. As famílias estão a poupar mais dinheiro. Logo, em termos agregados, afinal é possível poupar.

Prioridade número UM

Uma das principais regras para uma boa gestão financeira familiar é dispormos de uma poupança para fazer face a emergências ou imprevistos. Assim, se não tem uma poupança para emergências a sua prioridade deverá ser constituir uma o mais rapidamente possível. Os próximos tempos serão tempos de exigência e de grande incerteza. Logo, deveremos ser particularmente assertivos neste ponto, pois a probabilidade de podermos perder o emprego ou de termos de recorrer a um hospital particular para fugir ao SNS aumentam (aqui também ajuda termos um bom seguro de saúde).

Aproveitando o nosso tempo

Com alguma probabilidade estará em teletrabalho total ou parcialmente. Já por aqui deixámos várias sugestões para aproveitar o tempo que ganhamos para colocar as nossas finanças em ordem. Em poucas linhas:

1.     Organize os seus documentos, procurando arquivar os vários contratos de créditos e de seguros, bem como perceber os serviços que tem contratado ao nível das telecomunicações e outros serviços utilitários;

2.     Procure formas de cortar com as suas despesas, seja pela renegociação de contratos de crédito (a consolidação de créditos talvez seja mesmo uma necessidade), pela renegociação de toda a sua carteira de seguros (talvez consiga libertar espaço para fazer um seguro de saúde), seja pelo pedido de descontos ao seu operador de telecomunicações ou pela negociação de melhores condições com o seu operador de eletricidade e de gás (sim, vale a pena juntar os dois contratos no mesmo operador).

3.     Pesquise o melhor banco para ter a sua conta à ordem, de modo a baixar as comissões bancárias que têm estado sempre a aumentar;

4.     Pesquise por apoios disponíveis, pois têm vindo a ser criados apoios sociais para nos ajudar a passar por estes dias mais difíceis.

Uma última palavra…

A última palavra que deixamos é de esperança. Já passámos por várias crises. Já superámos muitos obstáculos. No momento parece-nos sempre que esta é a maior crise e que é impossível, mas passados uns tempos esquecemo-nos. E, infelizmente, esquecemo-nos depois de nos prepararmos para nova crise. Não queremos aqui defender que devemos viver focados em problemas, mas antes que devemos procurar colocar as nossas finanças em piloto automático com regras simples e claras, talvez fazer uma poupança, que depois nos permitam viver a vida e focar-nos naquilo que realmente importa.

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