Preço da eletricidade atinge novo máximo amanhã. Produção contratada ultrapassa os 172 euros por MWh

A sucessão de recordes no preço grossista do mercado ibérico espelha o aumento do custo do gás natural no mercado internacional e também os preços recorde das licenças de emissão de dióxido de carbono.

Setembro segue em alta e continuar pressionar o mercado grossista ibérico da eletricidade (Mibel). Esta quarta-feira a produção contratada para Portugal e Espanha atinge um novo máximo histórico muito acima do anterior recorde registado esta segunda-feira, de 154,16 euros por megawatt (MWh).

Segundo os dados do OMIE, o operador do mercado diário e intradiário do Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel), o preço da energia para esta quarta-feira, 14 de setembro, vai fixar-se nos 172 euros por MWh e oscilará entre um mínimo horário de 159,42 euros por MWh e um pico de 180,3o euros por MWh. É o quarto recorde em quatro dias. O mercado diário ibérico apenas deu algum “descanso” na escalada de preços no fim-de-semana, com 150,78 euros por MWh no sábado e 144,18 euros por MWh de preço médio este domingo.

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O preço grossista da eletricidade na Península Ibérica atingiu esta terça-feira, 14 de setembro, um valor médio diário de 153,43 por megawatt hora (MWh), tendo feito deste o segundo mais alto de sempre no mercado ibérico, apenas 0,5% abaixo do recorde que já tinha sido alcançado na produção contratada para esta segunda-feira. Mas a partir de amanhã será o terceiro mais alto.

A sucessão de recordes no preço grossista do mercado ibérico espelha o aumento do custo do gás natural no mercado internacional e também os preços recorde das licenças de emissão de dióxido de carbono.

Ainda que estes valores assustem, o Governo já deu garantias aos consumidores tendo o secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba afirmado que não haverá “subidas significativas” do preço da eletricidade para os consumidores domésticos, apesar de não se ter comprometido com a ausência de subida.

“Não nos comprometemos com valores concretos, não nos comprometemos se sobe 1%, se não sobe de todo […], o que sabemos é [que], face à enorme subida no preço grossista de eletricidade, temos os meios para evitar aumentos significativos dos consumidores domésticos e tudo faremos para que não haja aumentos, só que as contas só se fecham mais à frente e não temos toda a informação e portanto é tão longe quanto podemos ir”, afirmou o governante na semana passada, à margem da sessão de apresentação de um estudo sobre o impacto da eletricidade de origem renovável, apresentado ontem pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), em Lisboa.

Por sua vez, o ministro do Ambiente frisou que Portugal tem “muitas almofadas” para contrariar aumento do preço da eletricidade, relembrando  que o preço foi reduzido em 11% com este Governo.

“É óbvio que o aumento da eletricidade da produção é um fator que inibe a possibilidade de podermos reduzir o seu custo, temos muitas outras almofadas para o poder contrariar. Quem faz a conta final, é a ERSE”, adiantou.

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