Preço dos iPhones pode disparar e a culpa é da ‘guerra comercial’

No mercado dos EUA, as vendas de iPhones caíram 19% no primeiro trimestre de 2019, e na China essas transações quebraram 25% nos últimos seis meses. O aumento das tarifas aduaneiras pode fazer com que o preço do produto-estrela da Apple sofra um aumento que poderá afetar as vendas.

A guerra comercial entre os Estados Unidos da América e a China pode vir a afetar as empresas norte-americanas que utilizem a mão-de-obra barata chinesa. Com a taxa aplicada aos chineses, passando de 10% para 25%, os cerca de 200 mil milhões de dólares em produtos chineses que chegam aos EUA podem estar em perigo.

Isto significa que a tecnológica Apple poderá ser obrigada a rever em alta os preços dos iPhone. A Morgan Stanley apresentou um relatório onde garante que esta nova taxa pode aumentar o preço deste dispositivo em 160 dólares (142 euros), no caso de um iPhone XS que é fabricado na região chinesa. O smartphone, nos EUA, é vendido por 999 dólares, e em Portugal é vendido por 1179 dólares.

Para que a venda de iPhones não seja afetada, a Apple poderá ser obrigada a assumir os custos de produção sem penalizar o preço final do produto para o consumidor. No entanto, na segunda-feira, a disputa comercial fez com que as ações da empresa sofressem uma quebra de 6%, caindo para os 186 dólares por ação. Esta é a maior queda desde 2013, mas desde o início do mês que as ações de Tim Cook têm apresentado uma desvalorização que já soma 11%.

No mercado dos EUA, as vendas de iPhones caíram 19%, para 14,6 milhões de unidades durante o primeiro trimestre de 2019. No entanto, as vendas na China também apresentaram uma quebra de 25% nos últimos seis meses, onde a Apple detém 7,4% do mercado.

Donald Trump admite que é possível fazer o acordo de forma rápida e afirma que esta troca de taxas pode provocar a saída de empresas da China. A Goldman Sachs afirmou que a guerra comercial pode aumentar os preços já praticados junto dos consumidores e que pode prejudicar o crescimento económicos dos EUA.

Tim Cook assumiu que esta guerra exige “um nível de foco e de atualização e modernização constantes”, e que estão a aumentar os esforços para retirar grande parte da produção para fora da China. Um analista da Loup Ventures assume que “a Apple está a explorar todas as opções” mas que as mudanças vão acontecer lentamente, “porque a empresa não tem uma alternativa fiável para produzir, neste momento, os seus smartphones”. 

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