Preços da produção industrial cresceram 10% na zona euro face a 2020

Em termos anuais, comparando junho de 2021 com junho de 2020, os preços na produção industrial, com exceção da energia, aumentaram 5,6%.

Os preços da produção industrial na União Europeia (UE) subiu 1,4% em junho, face a maio de 2021, sendo que este valor também cresceu 1,4% na zona euro. Estes dados foram divulgados esta terça-feira, 3 de agosto, pelo Eurostat mostram uma crescimento em relação aos valores apresentados em maio, quando já se verificaram subidas.

Também os preços da produção industrial cresceram 10,2% na zona euro e 10,3% na União Europeia no mês de junho de 2021 quando comparado com junho do ano anterior.

Na zona euro, os preços para o sector da energia aumentaram 3,3%, 1,3% para bens intermediários, 0,4% para bens de capital e 0,3% para bens de consumo não duradouros. No total da indústria, com exceção da energia, os preços aumentaram 0,7%. Na UE, os preços da produção industrial na energia cresceram 3,4%, 1,4% nos bens intermediários, 0,4% nos bens de capital e nos bens de consumo não duradouros e 0,3% nos bens de consumo. No total da indústria, com exceção da energia, os preços aumentaram 0,8%.

Os maiores aumentos de preços foram sentidos na Dinamarca (+5,1%), Estónia (+4,6%) e na Letónia (+3,1%), enquanto a Irlanda apresentou a única queda (-0,3%).

Em termos anuais, comparando junho de 2021 com junho de 2020, os preços na produção industrial na zona euro cresceram 25,4% no sector da energia, 10,6% nos bens intermediários, 2,3% nos bens de consumo duradouros e não duradouros e 2% nos bens de capital. Com exceção da energia, os preços aumentaram 5,6%.

Na União Europeia, os preços na produção industrial aumentaram 24,8% no sector da energia, 10,9% nos bens intermédios, 2,5% nos bens de consumo duradouros e não duradouros e 2,1% nos bens de capital. Excluindo o grupo da energia, os preços aumentaram 5,9% na UE.

Os preços aumentaram em todos os estados-membros, sendo os aumentos mais elevados registados na Irlanda (+42,5%), Bélgica (+20,7%) e Dinamarca (+19,1%).

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