Prejuízo da Oi cresce 104%, para mais de 550 milhões de euros, no segundo trimestre

Entre abril e junho de 2020, a receita líquida da participada da Pharol caiu 10,8%, para 4.544 milhões de reais (717 milhões de euros), em termos homólogos e 4,3% em relação ao primeiro trimestre. A portuguesa Pharol detém 5,51% da Oi através da Bratel.

A brasileira Oi registou um resultado líquido consolidado negativo de 3.493 milhões de reais (551,8 milhões de euros) no segundo trimestre, um valor que corresponde a um disparo de 104% face a igual período de 2019, de acordo com as contas trimestrais reveladas pela empresa de telecomunicações, esta sexta-feira, via Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A Pharol (antiga PT) detém 5,51% da Oi através da Bratel.

“No segundo trimestre, o resultado operacional da companhia antes do resultado financeiro e dos tributos (EBIT) foi negativo de 366 milhões de reais, comparado ao resultado negativo de 298 milhões reais no 2 trimestre de 2019 e ao resultado de 188 milhões de reais do primeiro trimestre de 2020. No trimestre, a companhia registou resultado financeiro líquido negativo de 3.127 milhões de reais e uma despesa de imposto de renda e contribuição social no valor de negativo de um milhão de reais, resultando em um prejuízo líquido consolidado de 3.493 milhões reais”, lê-se no relatório de contas da Oi.

Entre abril e junho, a receita líquida da participada da Pharol caiu 10,8%, para 4.544 milhões de reais (717 milhões de euros), em termos homólogos e 4,3% em relação ao primeiro trimestre.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) ascendeu aos 1.359 milhões de reais (214,4 milhões de euros), o que se traduz num recuo de 15%, face ao segundo trimestre de 2019.

A dívida bruta consolidada da empresa brasileira cresceu 54,8%, em termos homólogos, para 26.115 milhões de reais (4,12 mil milhões de euros), e 6,8% face ao registado no início de 2020.

O aumento da dívida em termos homólogos foi justificado pela Oi pelo “resultado do accrual de juros e da amortização do ajuste a valor presente (AVP), que contribuem para o crescimento da dívida a cada período, bem como da desvalorização do real frente ao dólar no trimestre e em doze meses, de 5,3% e 42.9%, respetivamente”.

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