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Prepare a carteira: gasóleo dispara 20 cêntimos a partir de hoje

Guerra no Médio Oriente provoca recordes na subida do gasóleo. Governo aprovou desconto de 3,5 cêntimos para uma subida de 23,5 cêntimos. Famílias e empresas veem custos a disparar.
9 Março 2026, 07h00

É mesmo o maior aumento de sempre nos preços da gasolina e do gasóleo. O impacto já era esperado com o escalar do conflito no Médio Oriente e o próprio setor já tinha avisado o que vinha aí.

Os portugueses vão ter de abrir os cordões à bolsa a partir de hoje, com subidas de quase 20 cêntimos por litro no gasóleo, complicando (ainda mais) a vida das famílias portuguesas que já enfrentam faturas elevadas no final do mês com a subida do custo de vida.

O gasóleo vai aumentar 23,5 cêntimos por litro na próxima semana, sendo que a gasolina terá um aumento menos expressivo, mas ainda assim considerável: 7,5 cêntimos por litro.

Aplicando o desconto anunciado pelo Governo, o gasóleo baixa para 19,9 cêntimos.

As subidas do gasóleo e da gasolina ainda repercutem a manutenção de medidas extraordinárias do Governo relativas à redução fiscal que foi implementada há quatro anos para conter o aumento dos preços.

Na sequência das subidas previstas, o Governo anunciou na sexta-feira uma “redução temporária e extraordinária” de 3,55 cêntimos por litro no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicável, no continente, ao gasóleo rodoviário.

O executivo já tinha anunciado um desconto no caso de a subida ser superior a 10 cêntimos por litro no gasóleo.

Segundo as “informações obtidas junto do setor, a partir da próxima segunda-feira, na ausência desta redução, o preço do gasóleo rodoviário subiria 23,4 cêntimos por litro e a gasolina sem chumbo aumentaria 7,4 cêntimos por litro”, segundo a tutela de Miranda Sarmento.

Por sua vez, a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) pediu ao Governo que alargue o alívio fiscal ao gás de botija, perante a subida das cotações do petróleo e a tensão no Médio Oriente.

Qualificando como “positiva a disponibilidade do Governo para atuar sobre a componente fiscal dos combustíveis líquidos sempre que se verifiquem aumentos significativos de preço, com o objetivo de mitigar o impacto no consumidor e nas empresas”, a Anarec considera que “a coerência e a equidade exigem que essa mesma preocupação não se limite a quem utiliza combustíveis líquidos, devendo abranger igualmente os consumidores que dependem de combustíveis gasosos”.

O barril de petróleo estava a subir 9% para os 93 dólares ao final da tarde de sexta-feira, o preço mais elevado desde novembro de 2022.

O Governo do Qatar avisou na sexta-feira que os produtores do Golfo Pérsico vão parar a produção se o estreito de Ormuz continua fechado, por onde passam 20 milhões de barris diários por dia.

No espaço de um mês, o barril disparou mais de 36%, com uma subida acima de 45% nos últimos três meses. No espaço de cinco anos, o Brent subiu 34%.

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