Fechado o ciclo das autárquicas, abriu-se agora o ciclo das presidenciais. Os candidatos estão já perfilados e são muitos, o que poderia ser um bom sinal, de consolidação democrática, mas o que se verifica, em muitos casos, é apenas um indevido aproveitamento das eleições presidenciais para alguns partidos políticos marcarem terreno, sendo certo que tivemos eleições legislativas em Maio deste ano.
Lastimável. De entre os candidatos que deram um passo em frente, destaca-se, incontornavelmente, o Almirante Gouveia e Melo. Desde cedo provocou urticária nalguns sectores: é um militar de carreira e isso poderia significar voltarmos ao tempo da tutela militar sobre o poder político, própria dos regimes da América do Sul dos anos 70 e 80 ou ao tempo desnorteado do Conselho da Revolução.
A estultícia desta argumentação é patente, tal como a sua perniciosa finalidade: impedir que um militar volte a ser Chefe de Estado. Felizmente, não tem feito caminho: Gouveia e Melo continua a primeira escolha dos portugueses em todos os estudos de opinião conhecidos até ao momento.
É fácil compreender porquê. Na missão que escolheu para a sua vida, chegou ao topo, tendo sido Chefe de Estado Maior da Armada, com uma folha de serviço notável. Acresce que, no encargo que o Estado lhe confiou para debelar a inclemente pandemia e, antes ainda, para auxiliar as populações locais na recuperação do devastador incêndio de Pedrógão Grande, revelou singular capacidade organizativa e manifestas qualidades de liderança.
Para além disso, é o único candidato verdadeiramente independente, não correndo o risco de ficar refém de interesses partidários, justamente, porque não tem, nem nunca teve, ligações a partidos políticos. A sua dedicação à res publica é, por isso, penhor de que decidirá sempre em função do superior interesse nacional e não de quaisquer outros, sejam partidários, corporativos ou pessoais. Cada vez mais portugueses percebem isto.
Refira-se ainda, a latere, que os conhecimentos adquiridos na sua vida militar podem revelar-se de inestimável valor num Mundo em que a segurança colectiva tem de ser repensada. Também neste particular Gouveia e Melo destaca-se muitíssimo dos seus émulos, sendo importante recordar que uma das competências constitucionais que terá, por inerência, será a de Comandante Supremo das Forças Armadas.
Por fim, convenhamos, sem pretender desqualificar nenhum dos demais candidatos, que Gouveia e Melo detém carisma, projecta autoridade e confiança. Numa palavra, tem dimensão. A dimensão necessária para um Chefe de Estado, o Embaixador dos Embaixadores. Daqui a uns meses, no dealbar de 2026, teremos um tempo novo e será melhor!



