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Primeiro-ministro húngaro acusa UE e Ucrânia de tentarem influenciar eleições

No seu discurso de abertura da Conferência de Ação Política Conservadora, Viktor Orbán denunciou o que considera ser a deterioração da democracia europeia, acusando Bruxelas de “trair” os tratados europeus.
epaselect epa12475587 A handout photo issued by the Hungarian Prime Minister’s General Department of Communication shows Hungarian Prime Minister Viktor Orban delivering a speech during a ceremony marking the 69th anniversary of the 1956 Hungarian revolution and war of independence against communist rule and the Soviet Union, in front of the Parliament building at Kossuth Square in Budapest, Hungary, 23 October 2025. EPA/AKOS KAISER / HANDOUT HANDOUT – EDITORIAL USE ONLY – NO SALES HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
21 Março 2026, 13h21

O primeiro-ministro húngaro acusou hoje a União Europeia e a Ucrânia de tentarem influenciar as eleições marcadas para abril na Hungria, durante um encontro de ultraconservadores em Budapeste, no qual recebeu o apoio do Presidente dos Estados Unidos.

No seu discurso de abertura da Conferência de Ação Política Conservadora, Viktor Orbán denunciou o que considera ser a deterioração da democracia europeia, acusando Bruxelas de “trair” os tratados europeus.

“A democracia europeia está a morrer porque a sua economia não é bem sucedida, pela censura política e porque está a intervir abertamente nas eleições nacionais”, afirmou, concretizando: “é o que está a acontecer também na Hungria”.

Perante centenas de ativistas e políticos ultraconservadores, Orbán garantiu: “Exigem abertamente que na Hungria haja um governo pró-Bruxelas e pró Kyiv. Não haverá.”

Antes do discurso do primeiro-ministro húngaro, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou a conferência, iniciativa impulsionada por políticos republicanos norte-americanos.

Na mensagem de vídeo, Trump manifestou apoio a Orbán nas legislativas marcadas para 12 de abril, cujas sondagens têm apontado para uma vitória do conservador Péter Magyar, líder do Tisza, que poria fim a 16 anos de governo do Fidesz.

“Apoio Orbán nas próximas eleições. É uma pessoa fantástica, estou contente por poder apoiá-lo”, disse, elogiando as políticas anti-imigração do “líder forte” do governo húngaro, que tem mostrado “ao mundo inteiro” como se defendem “as fronteiras, a cultura, o património, a soberania e os valores”.

Orbán tem sido um dos principais aliados europeus de Trump, com quem partilha um declarado euroceticismo e o desdém pelas políticas progressistas e de abertura às migrações.

Trump agradeceu aos participantes na conferência de Budapeste pelo compromisso “com o sentido comum e os valores conservadores”, rumo a “um Ocidente renovado”.

No seu discurso na Conferência de Ação Política Conservadora, a quinta realizada em Budapeste, Orbán elogiou Santiago Abascal, o líder do Vox, a extrema-direita espanhola.

“Abascal é o meu chefe. Não poderíamos querer um melhor líder do que tu”, disse Orbán, quando apresentava os principais convidados entre os 667 participantes de 51 países presentes na conferência.

Abascal preside atualmente aos Patriotas pela Europa, a família dos partidos de ultradireita e eurocéticos no Parlamento Europeu, de que Orbán foi um dos fundadores.

Está previsto que Abascal faça um discurso na conferência, bem como o Presidente argentino, Javier Milei, e Alice Weidel, a líder do AfD, o partido de extrema-direita alemão.

Orbán também elogiou Javier Milei, que transformou a Argentina num “bastião das forças de direita”.

É esperada a participação no evento do presidente do Chega, André Ventura, e de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, a cumprir pena de prisão.


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