PremiumProdutores de maçã de Alcobaça exigem mini Alqueva no Oeste

O setor já atinge 40 milhões de euros de volume de negócios por ano. Cerca de um quarto deste total destina-se aos mercados de exportação.

Jorge Soares, presidente da APMA  – Associação dos Produtores de Maçã de Alcobaça, em entrevista exclusiva ao Jornal Económico, garante que este cluster nacional de produção agroalimentar já vale cerca de 40 milhões de euros em volume de negócios anual, dos quais cerca de 25% segue para mercados exportadores. Inglaterra, Brasil, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Cabo Verde e Angola são os principais destinos deste fruto nacional.

Como tem sido a evolução do setor para se chegar aos 40 milhões de euros de volume de negócios?

A evolução tem sido muito positiva, atualmente, a Maçã de Alcobaça IGP [Indicação Geográfica Protegida] é produzida, acompanhada, selecionada e controlada nos melhores pomares e em modernas centrais fruteiras, segundo tecnologias de produção e conservação inovadoras e ambientalmente amigas do ambiente. Tem sido um percurso onde os nossos produtores e as várias organizações que os representam procuram mais do que nunca a capacitação técnica para elevarem e projetarem alto o prestígio, a qualidade e a confiança da Maçã de Alcobaça IGP, trabalhando para a posicionar ao nível das melhores do mundo.

Por outro lado, a Maçã de Alcobaça IGP identificou e procurou sempre os parceiros comerciais exigentes, uma vez serem estes a reconhecerem a diferença e a qualidade no sentido lato e também porque graças a essa elevada exigência o setor ficava obrigado a responder em inovação produtiva, eficiência de processamento e comercial, logo cada vez mais preparada para os consumidores mais exigentes, como tem sido o exemplo da parceria com o Lidl Portugal.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

Relacionadas

Portugal consegue abrir mercado do Panamá a peras e maçãs

O Ministério da Agricultura adianta ainda que está a trabalhar de forma intensa na abertura de 56 mercados, para viabilização da exportação de 252 produtos, sendo 201 da área animal e 51 da área vegetal.

Alimentação. Aprender a comer na era digital

A tecnologia, a automação, a inteligência artificial, a digitalização, a internet das coisas e a realidade aumentada estão a mudar as nossas vidas e vão intensificar o ritmo de interferência nas nossas existências nos próximos anos.
Recomendadas

Figueira de Castelo Rodrigo envia garrafa de vinho para o espaço

Uma garrafa com vinho de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, será este ano enviada para o espaço no âmbito de um projeto que envolve a Câmara e a Adega Cooperativa local.

Azeite: alterações climáticas, doenças e pragas provocam pior colheita em 25 anos em Itália

Fraca produção de azeite caseiro custou aos italianos um prejuízo superior a mil milhões de euros.

EY cria ‘wine blockchain’ para garantir autenticidade do vinho

Giuseppe Perrone é o responsável pela área de blockchain da EY na região do Mediterrâneo. O projeto permite ver todos os passos da cadeia de valor da garrafa de vinho que chega às mesas dos consumidores.
Comentários