Professores iniciam semana de greve. Conheça o calendário e as razões da paralisação

Greve nacional decorre de forma faseada por regiões, culmina na sexta com uma manifestação e é convocada por 10 estruturas sindicais. Na base do protesto está a recuperação do tempo de serviço que esteve congelado.

Dez organizações sindicais de docentes e educadores – ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE, SIPPEB E SPLIU -, ou seja, todas as que assinaram a Declaração de Compromisso com o Governo, avançam para a greve esta segunda-feira. A greve terá início às zero horas do dia 1 de outubro e prolongar-se-á até às 24 horas do dia 4. A paralisação é rotativa, abrangendo todas as regiões do país e culminará com uma manifestação nacional no dia 5 de outubro, sexta-feira, Dia Mundial do Professor.

Segundo o pré-aviso, os docentes que pretendam aderir podem fazer greve na totalidade ou, apenas, em alguns destes dias, incidindo a mesma, em cada um dos dias, nos seguintes distritos ou regiões do país:

– 1 de outubro – docentes em exercício de funções nos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém

– 2 de outubro – nos distritos de Évora, Beja, Portalegre e Faro

– 3 de outubro – nos distritos de Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Guarda e Castelo Branco

– 4 de outubro – nos distritos do Porto e de Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança; docentes em exercício de funções na Região Autónoma dos Açores; docentes em exercício de funções no Ensino Português no Estrangeiro.

Na base da greve está a recuperação do tempo de serviço dos professores e educadores que esteve congelado por duas vezes, primeiro durante o consulado de José Sócrates e depois no de Pedro Passos Coelho. Os professores não abdicam do reconhecimento de nove anos, quatro meses e seis dias, para efeitos de progressão na carreira docente. O processo negocial entre os sindicatos e o Ministério da Educação teve início a 15 de dezembro e chegou ao fim na passada sexta-feira.

No dia 7 de setembro, após o falhanço das negociações, os ministérios das Finanças e da Educação anunciaram que o governo vai aprovar um decreto-lei no sentido de permitir que “aos docentes do ensino básico e secundário cuja contagem do tempo de serviço esteve congelada entre 2011 e 2017, seja atribuída uma bonificação de 2 anos, 9 meses e 18 dias a repercutir no escalão para o qual progridam a partir daquela data”, a partir de 1 de janeiro de 2019. Solução que os sindicatos recusam.

Júlia Azevedo, presidente do SIPE – SIPE Sindicato Independente de Professores e Educadores, uma das dez estruturas sindicais do setor envolvidas no protesto, disse ao Jornal Económico que “os sindicatos esperam uma forte resposta dos professores face à inflexibilidade do governo.”

A mesma expetativa tem a FENPROF, afeta à CGTP, e liderada por Mário Nogueira: “Para um governo prepotente e a sua proposta ilegal, os professores só podem ter uma resposta: uma grande greve e manifestação.”

Ler mais
Recomendadas

Protesto contra exploração de lítio em Montalegre juntou 300 pessoas

O protesto teve como lema ‘não à mina, sim à vida’, e juntou participantes de todas as idades e de vários pontos da região e, até do país. Concentraram-se na praça do município da localidade do distrito de Vila Real e percorreram durante uma hora as principais ruas em dia de Feira do Fumeiro, um dos eventos mais importantes do concelho.

Infetados com coronavírus em França chegaram ao país sem sintomas

As três pessoas infetadas por coronavírus tinham tido passagens pela China.
Comentários