Projetos de eficiência energética receberam financiamento no valor de 22 milhões de euros

O projeto que envolve compras públicas de Inovação, pretende fomentar a implementação de projetos de eficiência energética em Portugal. Atualmente, a iniciativa já apoiou 32 projetos em vários municípios por todo o país.

A Ponto Energia, um projeto Horizonte 2020 que envolve um consórcio de oito entidades, já permitiu a vários municípios concretizar 32 projetos de eficiência energética. De acordo com o comunicado, o conjunto dos projetos foi financiado com um total de cerca de 22 milhões de euros e gerou uma poupança total de mais de 21,6 milhões de quilowatts por ano.

O montante total que as atividades do Ponto Energia estimularam para investimento em eficiência energética é de perto de 22 milhões de euros, embora tenham estimulado mais de um milhão de euros em transações. Os 32 projetos representam uma economia de energia de 143,81 watt-hora por ano e evitam que 67.590 toneladas de CO2 sejam, por ano, emitidas para a atmosfera.

Os projetos em causa variam desde de iniciativas que promovem o autoconsumo, a a eficiência nos edifícios até à iluminação LED e foi implementada em municípios como Cascais, Espinho, Porto, Lisboa e Algarve.

O projeto Ponto Energia, que conta com a participação de a Agência de Energia do Porto, Agência Municipal de Energia de Almada, Município de Cascais, Agência de Energia e Ambiente da Arrábida, Energaia, Eupportunity, GoParity e SRS Advogados, arrancou em maio de 2018 e termina em abril de 2021 e recebeu a contribuição total da União Europeia de 999.437,50 euros.

Fomentar projetos de inovação em Portugal

Apesar da contratação pública de inovação ainda ter uma reduzida expressão em Portugal, a Agência Nacional de Inovação (ANI) pretende contrariar essa realidade, tendo como compromisso contribuir para impulsionar a contratação pública de inovação em setores de interesse estratégico, no âmbito da Estratégia de Inovação Tecnológica e Empresarial 2018-2030.

Nesse sentido, a agência formalizou, em 2018, um protocolo de colaboração com o  Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção (IMPIC). A alicerçar o trabalho conjunto das duas entidades estão as atividades desenvolvidas no âmbito do Interreg Europe iBuy e do Procure2Innovate (Horizonte 2020), dois projetos internacionais em curso coordenados a nível nacional pela ANI, com o acompanhamento próximo do IMPIC.

“A contratação pública de inovação pretende centrar a procura e a oferta, mas, simultaneamente, ser um instrumento importante de indução de inovação e atividades de I&D, quer nas empresas quer nas entidades públicas compradoras de produtos e serviços”, lê-se no comunicado.

Atualmente, existem cinco Centros de Competências em Compras Públicas de Inovação (CPI) na Europa, um dos quais na vizinha Espanha. Em fase de implementação está o CPI em Portugal que deverá estar disponível até 2021, e cujo desenvolvimento está entregue à ANI, que conta com o IMPIC no estudo e implementação deste projeto.

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