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Proprietários disponíveis para arrendar a estudantes, mas pedem incentivos fiscais e garantias

Estudo da Associação Lisbonense de Proprietários indica que a principal motivação identificada para arrendar a este segmento é a possibilidade de contratos mais curtos e flexíveis (51%), mas 49% aponta a possibilidade de danos no imóvel como a maior barreira à colocação neste mercado.
Créditos: Eduardo Ribeiro
25 Agosto 2025, 12h22

Os proprietários mostram-se disponíveis para arrendar casa a estudantes, mas pedem incentivos fiscais e garantias para o fazer. Esta é uma das conclusões do estudo realizado pela Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) junto dos seus associados sobre o arrendamento a estudantes.

A principal motivação identificada para arrendar a este segmento é a possibilidade de contratos mais curtos e flexíveis (51%), mas 49% dos inquiridos aponta a possibilidade de danos no imóvel como a maior barreira à colocação neste mercado.

Contudo, 87%, afirma que a existência de benefícios fiscais, nomeadamente em sede de IRS e IMI, seria o maior incentivo para disponibilizar imóveis a estudantes, enquanto 42% dos inquiridos consideram que as garantias públicas do Estado contra o incumprimento contratual seria igualmente uma medida eficaz para estimular a oferta.

Quase dois terços dos senhorios (64,4%) mostram disponibilidade para cumprir requisitos mínimos de habitabilidade, adoção de contratos-tipo e fornecimento de equipamento básico, se isso lhes permitisse integrar programas institucionais com benefícios fiscais.

Por sua vez, 49% dos inquiridos não se opõem a aderir a um sistema de certificação voluntária de senhorios de estudantes, validado por entidades independentes, caso essa certificação se traduza em vantagens fiscais.

Luís Menezes Leitão, presidente da ALP, sublinha que “os proprietários estão disponíveis para fazer parte da solução da crise de alojamento estudantil. Mas, para isso, é fundamental que lhes sejam dados incentivos justos e garantias adequadas”, realçando que Portugal tem apenas cerca de 15 mil camas públicas para um universo de meio milhão de estudantes que frequentam o ensino superior.

“É evidente que, perante esta realidade, os proprietários privados desempenham um papel essencial na disponibilização de alojamento estudantil e, consequentemente, na construção de um país mais qualificado e com futuro. Valorizar e apoiar o contributo destes proprietários é, por isso, uma condição indispensável para garantir oportunidades de estudo a todos os jovens”, afirma.

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