Proteger a economia e o emprego

O setor do turismo tem estado no centro de todas as atenções e tem vindo a evoluir e a transformar-se. O que está bem feito e o que falta fazer? Temos mesmo “turistas a mais” ou esta é uma falsa questão?

O Instituto Nacional de Estatística contemplou este ano, e pela primeira vez, os dados do turismo rural, do turismo de habitação e do alojamento local com dez ou mais camas (que representam 9,1% do total do alojamento local), indo ao encontro da evolução da economia portuguesa e da atividade turística.

Os números assim apurados revelam que, em janeiro deste ano, o alojamento local representa já 402.100 dormidas (13,5%) e 189.700 dos hóspedes (15,2%), enquanto que o turismo rural e de habitação representa 51.900 dormidas (1,7%) e 28.400 hóspedes (2,3%).

Há muito que o setor vinha a alertar para a necessidade de se agregar e divulgar estes dados, pois só desta forma se torna possível avaliar, com rigor, a evolução e a tendência destas atividades. Os dados em causa refletem também o impacto das alterações legislativas que têm sido levadas a cabo e que se traduziram no aumento do registo de unidades de alojamento turístico.

O setor do turismo, e em especial do Alojamento Turístico, tem estado no centro de todas as atenções e tem vindo a evoluir e a transformar-se, o que impõe uma profunda reflexão e debate sobre uma série de novas realidades que esta atividade tem vindo a conhecer.

Como é que os players do setor se têm vindo a adaptar a estas novas realidades e como conseguem competir com novos e emergentes negócios? Tem havido um trabalho conjunto das diferentes entidades com responsabilidades nesta matéria? O que está (bem) feito e o que está ainda por fazer? Temos mesmo “turistas a mais” ou esta é uma falsa questão?

Estas são algumas das questões que a AHRESP espera ver respondidas no evento “European Hospitality Summit”, que levará a cabo já no próximo dia 13 de abril, na Academia das Ciências, em Lisboa, e que pretende ser a maior cimeira sobre Alojamento Turístico (Hotelaria e Alojamento Local), alguma vez realizada em Portugal.

Uma coisa porém é certa. Não obstante os constantes obstáculos, os empresários desta atividade têm demonstrado uma resiliência e um espírito empreendedor ímpares, pelo que, mais uma vez, por certo estarão à altura dos novos desafios – e oportunidades – que lhes vamos dar a conhecer, e dos novos modelos de negócio que se perspetivam.

Pretende-se também com esta cimeira sensibilizar para a importância de se protegerem as empresas desta atividade, pelo que representam na economia nacional e no emprego, fruto do trabalho do setor privado e dos empresários desta atividade, que soube resistir, como nenhuma outra, às conjunturas económicas mais adversas.

O European Hospitality Summit será uma demonstração de vitalidade desta atividade económica.

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