PS quer esclarecimentos sobre trabalhadora do Pingo Doce que terá sido impedida de ir à casa de banho

Deputados socialistas pediram esclarecimentos junto do governo sobre denúncia sindical que deu conta do caso e uma trabalhadora do Pingo Doce que terá sido impedida de ir à casa de banho, acabando por urinar-se no posto de trabalho. Grupo parlamentar do PS quer saber se ACT se recebeu denúncia sobre esta situação ou se efectuou diligências para apurar a sua veracidade, bem como em que punições incorrem a empresa caso se confirme.

Pingo Doce

Os deputados socialistas querem esclarecimentos sobre a denúncia sindical que deu conta que uma funcionária de um supermercado Pingo Doce terá solicitado, por várias vezes, para ir à casa de banho, sem ter sido autorizada para isso, o que a levou a urinar-se no posto de trabalho. Uma denúncia que o Pingo Doce já negou, mas que o grupo parlamentar do PS questionou agora o Governo se a Autoridade para as Condições do Trabalho recebeu a denúncia sobre esta situação e se efetuou diligências para apurar a sua veracidade.

Os socialistas querem saber em que punições incorre a empresa do grupo Jerónimo Martins, caso se confirme a denúncia do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços (CESP).

“O Grupo Parlamentar do PS (GPPS) quer obter esclarecimentos sobre as denúncias de que uma trabalhadora do Pingo Doce (Grupo Jerónimo Martins) foi impedida de ir à casa de banho, após reiterados pedidos nesse sentido, acabando por urinar na caixa perante colegas e clientes da loja”, revelou esta terça-feira, 26 de Novembro, o GPPS.

Em comunicado, os socialistas acrescentam que a trabalhadora que “está a ser alvo de alegados abusos”, divulgados inicialmente pelo CESP, terá sido impedida de ir à casa de banho, após ter pedido várias vezes para ser substituída no seu posto de trabalho no Pingo Doce da Bela Vista, em Lisboa.

“Não tendo sido autorizada a ausentar-se, acabou por urinar na caixa do supermercado. Esta situação terá ocorrido no dia 27 de outubro e, de acordo com a denúncia sindical, foi presenciada por vários colegas da trabalhadora e também por clientes que estavam nas caixas naquele momento”, afirmam os deputados do PS.

Na pergunta que tem como primeiro subscritor Tiago Barbosa Ribeiro, Coordenador do PS na Comissão de Trabalho e de Segurança Social, e que tem a assinatura de vários deputados socialistas, o GPPS lembra que esta situação, a confirmar-se, é “especialmente humilhante e configura violações de várias disposições do Código do Trabalho, merecendo esclarecimentos que conduzam ao seu cabal esclarecimento”.

Assim, os parlamentares socialistas perguntam ao Governo se a Autoridade para as Condições do Trabalho recebeu a denúncia sobre esta situação, se efetuou diligências para apurar a sua veracidade e, caso se confirme, em que punições incorre a empresa e de que forma será possível evitar situações destas no futuro.

Pingo Doce negou denúncia

A 18 de Novembro, o CESP revelou que  uma trabalhadora sofreu “a brutal humilhação de se urinar no posto de trabalho, impedida de sair do local, mesmo depois de pedir várias vezes para ser substituída, numa das caixas da loja do Pingo Doce da Bela Vista, em Lisboa”.

Na altura, o sindicato deu conta de que exigiu à Jerónimo Martins, empresa proprietária do Pingo Doce, que tomasse  medidas em conformidade com a gravidade desta situação. O sindicato denunciou também que “é a própria empresa a fomentar este clima de intimidação, sentido na generalidade das lojas Pingo Doce, e que chegam ao sindicato várias queixas de episódios igualmente lamentáveis um pouco por todo o país”.

Em comunicado, o CESP realçou que “os trabalhadores do Pingo Doce recebem pouco acima do salário mínimo nacional mas são obrigados a horários longos e completamente desregulados e a ritmos de trabalho intensíssimo”.

Após esta denúncia, fonte oficial da Jerónimo Martins já garantiu que o Pingo Doce procurou “apurar os factos”, concluindo que “não existe conhecimento deste caso nem da parte das chefias nem da parte dos colaboradores”. Segundo a mesma fonte, o Pingo Doce não vê “qualquer fundamento” na denúncia do Sindicato e alega que, além dos tempos de descanso legais que estão previstos, ainda concede aos seus funcionários “tempo de pausa extra durante a jornada de trabalho”.

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