PSD nega que “estados de alma” determinem os seus votos no OE2021

Na edição deste sábado do semanário “Expresso”, o líder da bancada parlamentar Adão Silva refere que “não há margem” para entendimentos mas abre essa possibilidade caso haja um pedido de desculpa por parte do primeiro-ministro. PSD nega que haja volta atrás no anúncio de que iria votar contra o OE 2021.

Flickr/PSD

O PSD negou este sábado, em comunicado, que o seu grupo parlamentar esteja dependente de um pedido de desculpa de António Costa para viabilizar o OE2021.

Na edição deste sábado do semanário “Expresso”, o líder da bancada parlamentar Adão Silva refere que “não há margem” para entendimentos mas abre essa possibilidade caso haja um pedido de desculpa por parte do primeiro-ministro pelo facto de ter referido que no dia em que dependesse do PSD para viabilizar um Orçamento, o Governo terminaria nesse momento.

“O primeiro-ministro foi muito arrogante quando disse que no dia em que precisasse do PSD para sobreviver o Governo caía. Ou ele se contradiz, pede desculpas e diz que não era assim — e aí talvez as coisas pudessem ser reequacionadas — ou, como ele não vai pedir desculpas, se é assim o jogo, se é assim a terminação, temos uma linha vermelha”, referiu Adão Silva ao “Expresso”.

De acordo com o comunicado deste sábado do PSD, “o Presidente do partido foi muito claro na sua intervenção nas jornadas parlamentares do PSD ao enunciar as razões pelas quais o partido vai votar contra esta proposta de Orçamento do Estado”.

Os sociais-democratas que, caso essa situação correspondesse à verdade, “isso significaria que o PSD determinava os seus votos por estados de alma, em lugar de o fazer em função do mérito das propostas sobre as quais é chamado a pronunciar-se”.

“Não é o nosso orçamento”

O Partido Social Democrata (PSD) vai votar contra a proposta de Orçamento do Estado para 2021 (OE2021). O sentido de voto foi anunciado na passada quarta-feira pelo presidente do PSD, Rui Rio, depois de ter considerado que o OE2021 “não é realista” e ter apontado “quatro debilidades” na proposta orçamental: incerteza, projeção da receita sobrevalorizada, aposta excessiva no consumo público e problemas de transparência.

“Não é o nosso Orçamento, mas pelo interesse do país e na mesma linha de raciocínio [do Orçamento Suplementar], até nos poderíamos abster-nos. (…) Mas o primeiro-ministro disse que o seu projeto é com o PCP e o Bloco de Esquerda e que, no momento em que precisasse do PSD para aprovar um Orçamento, o seu Governo terminava (…) O PSD só pode votar contra”, afirmou Rui Rio, no discurso de encerramento das jornadas parlamentares do PSD.

O líder social-democrata justificou o voto contra, dizendo que a proposta do Governo “não combate o desemprego, não apoia as empresas, distribui o que tem e o que não tem com fraca lógica e pouco critério, não dá sinais à classe média, tem défice de transparência, pré-anuncia um Orçamento retificativo por ter a receita sobrestimada, e nada faz pela reforma da Administração Pública para combater o desperdício e ineficiência”.

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