PSI-20 acompanha Europa e encerra em queda. BCP fecha abaixo dos 8 cêntimos

O BCP sofreu uma desvalorização de 4,23% e a negociar nos 0,0792 euros e foi oi apenas uma das 14 empresas cotadas que encerram em baixa na sessão de hoje. PSI-20 recuou 1,33%, para 3.995,60 pontos.

Miguel Maya
Miguel A. Lopes/Lusa

As ações do Millennium bcp, um dos “pesos-pesados” do PSI-20, encerram esta sexta-feira a negociar abaixo dos oito cêntimos, pressionadas pela queda do setor da banca a nível europeu, que caiu 1,23%. O BCP sofreu uma desvalorização de 4,23% e a negociar nos 0,0792 euros. Numa semana, o BCP perdeu mais de 12%.

O BCP foi apenas uma das 14 empresas cotadas que encerram em baixa na sessão de hoje, tendo-se registado ainda duas subidas e duas inalteradas (EDP e CTT). Tudo somado, o PSI-20 recuou 1,33%, para 3.995,60 pontos, naquela que foi a sétima sessão consecutiva de perdas.

A Mota-Engil também registou fortes perdas esta semana, tombando mais de 15%. Hoje, a construtora nacional perdeu 2,19%, para 1,072 euros.

Destaque ainda para as quedas registadas na energia, com a EDP Renováveis a recuar 1,73%, para 13,62 euros, e a Galp a perder 2,18%, para 7,81 euros, pressionada pela queda do preço do petróleo. A REN acompanhou a tendência e desvalorizou 1,26%, para 2,35 euros. O setor energético, a nível europeu, também caiu 1,28%.

No retalho, a sessão também não foi positiva. A Jerónimo Martins perdeu 0,87%, para 13,61 euros, enquanto a Sonae cedeu 0,44%, para 0,57 euros. A tendência registou-se ainda entre as papeleiras, com a Semapa a perder 1,92%, para 7,17 euros e a Navigator a recuar 1,9%, para 2,07 euros. Nas telecomunicações, a NOS caiu 1,55%, para 2,92 euros.

Em contra-ciclo, a Ibersol disparou 4%, para 5,20 e liderou os ganhos, apenas também registados na Novabase, que avançou 1,2%, para 3,370 euros.

O desempenho da bolsa portuguesa acompanhou a tendência verificada entre as principais praças europeias. Ramiro Loureiro, analista de mercados do BCP, salientou que “as praças europeias encerraram na sua globalidade em baixa, terminando assim uma semana muito negativa para as bolsas. O aumento dos casos de Covid-19, em especial na Europa tem levado à imposição de novas restrições e isso acaba por abalar os mercados”.

O Stoxx 50 perdeu 0,71%. Na Alemanha, o DAX caiu 1,09% e, em França, perdeu 0,69%. Em Espanha, o Ibex 35 desvalorizou 0,23%. Só o FTSE 100 avançou 0,34%.

Nas matérias-primas, o preço do petróleo cai em Londres e no Texas. O barril de Brent, negociado em Londres e referência europeia, perde 0,33%, para 41,8 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, referência para os Estados Unidos, cede 0,5%, para 40,11 dólares.

Ler mais

Relacionadas

Wall Street caminha para a quarta semana de perdas. Bolsa de Nova Iorque em baixa

Em contraciclo, com subidas, estão a Royal Caribbean, da Carnival e da Norwegian, depois de o Barclays recomendar a compra de ações destas companhias de cruzeiros porque se estão a aproximar de um “ponto de inflexão”.

PSI 20 inicia sessão em queda, penalizado por BCP e papeleiras

É a sétima sessão consecutiva que o PSI 20 arranca a perder.
Recomendadas

Bolsa de São Paulo cai 4,25% com novas restrições na Europa face à pandemia

A bolsa paulista registou assim a sua quarta queda consecutiva, enquanto o dólar norte-americano continua a subir e hoje valorizou 1,31%, fechando a sua cotação em 5,75 reais (0,85 cêntimos de euro) para compra e venda.

Wall Street fecha em queda acentuada e Dow atinge o valor mais baixo desde julho

As ações foram castigadas pela 2.ª vaga da Covid-19. A crescente pandemia e o fracasso de Washington em alcançar um acordo em torno de um novo estímulo fiscal antes das eleições de 3 de novembro levaram todos os três índices de ações a fecharem em queda de mais de 3%. O petróleo também sofreu uma queda significativa.

Covid-19 arrasa bolsas. DAX tomba 4% e PSI-20 perde 2% com derrocada da Galp

O petróleo continua a tendência descendente devido às restrições em numerosos países para travar a segunda vaga da pandemia de Covid-19, sobretudo nos Estados Unidos e Europa. A queda de 5% arrastou para perdas de 7% as ações da Galp. O índice alemão DAX tombou mais de 4% e liderou as quedas, castigado pelo anúncio da Chanceler alemã de um novo lockdown parcial no país durante o mês de novembro.
Comentários