PSI 20 cai em linha com Europa, “marcada por um ambiente de correção”

Em Lisboa, a papeleira Altri lidera os ganhos, embora seja a Galp Energia, um dos pesos pesados do índice, a contribuir para o decréscimo do PSI 20.

O principal índice bolsista português, PSI 20, perde 0,31%, para 4.922,97 pontos, seguindo a tendência das principais praças europeias, esta quarta-feira. A sessão é marcada “por um ambiente de correção, ainda que os principais índices europeus tenham encetado um movimento de recuperação desde a abertura”, entedeu o Mtrader do Millennium BCP, Ramiro Loureiro.

Em Lisboa, a papeleira Altri lidera os ganhos, embora seja a Galp Energia, um dos pesos pesados do índice, a contribuir para o decréscimo do PSI 20.

A Altri perde 4,41%, para 6,28 euros, após a papeleira ter recebido uma comunicação sobre o lançamento de uma oferta particular de venda de ações da empresa, através de um processo Accelerated Bookbuilding, pela sociedade Global Portfolio Investments, controlada pela espanhola Indument Pueri.

A Global Portfolio Investments vendeu 6.255.491 ações, representativas de 3,1% do capital social da Altri. A operação foi concluída ao preço de seis euros, por acção, e permitiu um encaixe de 37,5 milhões de euros.

Contudo, é a Galp Energia a marcar o ritmo do PSI 20. A petrolífera nacional cai 1,85%, para 14,58 euros, acompanhando a tendência das negociações em Londres.

Em Londres, o Brent, referência para Portugal, perde 0,11%, para 62,01 dólares. Já o WTI, negociado em Nova Iorque, avança 0,15%, para 53,33 dólares.

A Mota-Engil (-2,09%) fecha o top3 das empresas cotadas que mais caem nesta sessão.

Em contraciclo, as valorizações da Semapa, F. Ramada e Sonae são incapazes de inverter a tendência “vermelha” da sessão.

Entre as principais praças europeias, o alemão DAX perde 0,79%, o britânico FTSE 100 recua 0,94%, o francês CAC 40 cai 0,80%, o holandês AEX desvaloriza 0,95%, o espanhol IBEX 35 decresce 0,21%. Já o italiano FTSE MIB avança 0,11%.

“O selloff vivido ontem em Wall Street é um dos principais fatores a condicionar o ambiente, perante o movimento no mercado obrigacionista norte-americano. A yield da divida norte-americana a 2 e a 3 anos ultrapassou a dos 5 anos e isso gerou apreensão nos investidores, pois cria dúvidas quanto ao outlook económico, ainda que estudos demonstrem que em termos históricos é dado maior relevo quando a yield a 2 anos ultrapassa as dos 10 anos, pois é tido como um indicador avançado de recessões”, explicou Ramiro Loureiro.

“As dúvidas quanto ao acordo comercial, depois de Trump ter tomado uma postura de confronto para com a China num tweet que se intitulou de tariff man, também gerou pressão, atenuada pela referência de que a China pretende honrar os compromissos”. Também os indicadores de atividade terciária na Zona Euro “vieram melhor que o esperado e ajuda a justificar esta última recuperação”, concluiu.

Entre as divisas, o euro aprecia 0,10%, para 1,13 dólares.

 

[Dados das 13h01]

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