Quais os desafios da 5AMLD para o ano 2020 e a introdução da 6ª Diretiva?

Atualmente as entidades financeiras não têm toda a estrutura necessária para implementarem as novas medidas adicionais de controlo.

Atualmente as entidades financeiras não têm toda a estrutura necessária para implementarem as novas medidas adicionais de controlo. Desta forma é recomendável que as entidades considerem 2020 como o ano do planeamento antecipado de forma a evitar possíveis constrangimentos com a chegada da tão esperada 6ª Diretiva, que será transposta para as leis de cada Estado Membro em dezembro de 2020, e entrará em vigor em junho de 2021. Ao ter mais contexto e informação sobre todas as alterações sugeridas na 5ª Diretiva, a 6ª Diretiva irá, sem dúvida, trazer mais clareza na definição de cada crime de BCFT, como por exemplo, o cyber-crime – que será introduzido pela primeira vez, sendo dadas igualmente indicações de como agir em todos os cenários possíveis que envolvam este crime. Vamos também assistir a uma maior cooperação entre os vários estados membros, pois haverá mais harmonização das várias penas a serem aplicadas. Acredita-se também que outros países fora da UE possam desejar seguir as medidas impostas pela 5ª Diretiva e/ou 6ª Diretiva.

Um exemplo de metodologia a ser usada nesta fase de planeamento, a decorrer no ano de 2020, poderá ser a DMAIC (define, measure, analyze, implement and control), do Lean Six Sigma, pois é um método colaborativo de gestão e implementação de processos que tem como principal característica o foco em mitigar qualquer erro através do aumento do desempenho e, da redução de passos/ações desnecessários na implementação das novas medidas. O envolvimento dos vários stakeholders internos expostos ao BCFT, tais como a área comercial, Direção de topo, Direção de Compliance, Áreas operacionais, entre outros, será um dos fatores críticos de sucesso para adaptar as novas medidas à realidade da instituição (Define e Measure).

Outra sugestão será adaptar as várias políticas e manuais internos à 5ª Diretiva e, tentar realizar alguns testes de impacto para todos aqueles indicadores que já foram divulgados nos novos limites de monitorização (Analyze).
A grande parte da implementação (Implement) e criação dos respetivos controlos (Control) ficará reservada para o período entre dezembro de 2020 e junho de 2021, altura em que as entidades já terão acesso à informação em falta dos indicadores adicionais a ter em consideração para o plano de prevenção do BCFT.

Se tem interesse em receber comunicação da EY Portugal (Convites, Newsletters, Estudos, etc), por favor Clique aqui

Recomendadas

Tendências na saúde em tempo de pandemia

Já com os dados finais do primeiro semestre dos reportes financeiros começamos a ter uma perspetiva mais clara do impacto da pandemia na Big Pharma

Digital Twins e mobilidade: uma ferramenta para a resiliência e agilidade

Os impactos da pandemia no setor dos transportes e nas cadeias de abastecimento vieram reforçar a importância da resiliência e da agilidade das organizações ao navegar um contexto de incerteza, para além da dimensão de eficiência

A modernização das regras de faturação

A Portaria n.º 195/2020, de 13 de agosto, veio definir os requisitos de criação do código de barras bidimensional (“Código QR”) e do código único de documento (“ATCUD”), os quais apesar de se tratarem de elementos inovadores ao nível do processamento de faturas e documentos fiscalmente relevantes, encontravam-se a aguardar pela publicação da respetiva regulamentação desde fevereiro de 2019
Comentários