Quebras acima dos 3% de Galp e BCP penalizam PSI 20 que acompanha Europa em queda

O principal índice bolsista português perde 0,83%, para 4.344,47 pontos, negociando em linha com as principais congéneres europeias esta sexta-feira.

O principal índice bolsista português (PSI 20) perde 0,83%, para 4.344,47 pontos, negociando em linha com as principais congéneres europeias esta sexta-feira, 29 de maio. Os investidores estão expectantes sobre o que vai anunciar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. em relação à China, reagem ao fecho no vermelho de Wall Street e digerem dados económicos sobre França, Itália e zona euro.

Dos EUA chegam novas tensões com a China, depois de Trump ter responsabilizado Pequim pela origem da pandemia da Covid-19 e de ter demonstrado desagrado com a nova legislção de segurança em Hong Kong. Fruto do reacender de tensões entre as duas maiores economias do mundo, o senado norte-americano aprovou recentemente uma lei que pode levar à exclusão de empresas chinesas de Wall Street. “Vamos anunciar o que iremos fazer em relação à China amanhã”, anunciou Donald Trump em conferência na quinta-feira.

O agravar da tensão entre EUA e China poderá levar ao anúncio de mais sanções norte-americanas contra o Estado liderado por Xi Jinping. Facto é que na quinta-feira, os indices bolsistas norte-americanos fecharam no vermelho, influenciados pelas incertezas espoletadas pelo eventual anúncio de Donald Trump. Por isso, o clima de conflito entre as duas maiores economias do mundo prejudica as bolsas.

Assim, os investidores aguardam pela conferência de imprensa sobre a China anunciada pelo presidente norte-americano.

No plano macroeconómico, os investidores digerem dados sobre as vendas a retalho na Alemanha, onde se verificou uma queda homóloga de 6,5% em abril. A queda “até mostra um agravamento face ao registo de março (-1,2%), mas foi mais ténue que o revisto pelos analistas (antecipavam descida de 14%)”, diz o Mtrader do Millennium BCP, Ramiro Loureiro. Face a março registou-se uma descida de 5,3%, quando os analistas esperavam por uma queda de 12%.

Em França, foi anunciado que a economia contraiu menos do que se previa no primeiro trimestre, sendo que em abril os gastos dos consumidores terão recuado mais que o esperado. Segundo Ramiro Loureiro, trata-se de “um mau dado para o mês de arranque do segundo trimestre”.

Já em Itália, que hoje também revelou dados económicos, observou-se que a economia caiu mais do que o aguardado entre janeiro e março, apesar da pandemia da Covid-19.

Do Eurostat foi hoje anunciado que a zona euro está quase sem inflação. Segundo uma estimativa rápida, o gabinete estatístico europeu prevê que a inflação da zona euro deverá ser de 0,1% em maio, menos 0,2 pontos percentuais dos 0,3% registados no mês anterior. A descida deveu-se ao facto de o mês de maio ter sido marcado por várias medidas de contenção da pandemia nos países de moeda única.

Em Portugal, a bolsa nacional conta com 16 empresas cotadas a desvalorizar e apenas duas a valorizar no PSI 20. As quedas acentuadas do BCP (-3,17%), da Galp (-3,36%), da Mota-Engil (-4,13%) e da Ramada (-3,15%) penalizam a bolsa nacional.

Em terreno positivo, destaque para a EDP Renováveis que valoriza 2,22%, para 11,98 euros, depois de ter assegurado contratos eólicos de longo prazo num leilão em Itália.

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A EDP (12,71%), a Galp (11,98%) e a EDP Renováveis (11,07%) foram os emitentes com maior representatividade no índice, segundo a análise da CMVM.
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