Quem são os dois finalistas na corrida à liderança do FMI: Dijsselbloem vs Georgieva

O holandês Jeroen Dijsselbloem e a búlgara Kristalina Georgieva são os últimos nomes na corrida para a designação do candidato europeu à liderança do Fundo Monetário Internacional. Conheça o perfil dos dois candidatos.

Jeron Dijsselbloem: O antigo presidente do Eurogrupo 

O holandês Jeron Dijsselbloem é um nome bem conhecido em Portugal. Antecessor do Mário Centeno na presidência do Eurogrupo, a polémica colou-se-lhe quando afirmou que “durante a crise do euro, os países do Norte mostraram-se solidários com os países afectados pela crise. Como social-democrata, considero a solidariedade extremamente importante. Porém, quem pede [ajuda] também tem obrigações”.

Em entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine, Dijssembloem referiu que “não se pode gastar o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir que o ajudem. Este principio aplica-se a nível pessoal, local, nacional e inclusive a nível europeu” e recebeu várias críticas.

Dijsselbloem nasceu a 29 de março de 1966. Exerceu vários cargos políticos, antes de abraçar a liderança do Eurogrupo em janeiro de 2013, tendo sido reeleito para um segundo mandato em 13 de julho de 2015, que terminou em janeiro de 2018. Foi ministro das Finanças da Holanda em 2012, tendo desempenhado funções na comissão parlamentar de inquérito sobre a reforma educativa no governo holandês e na câmara dos representantes dos Países Baixos.

Georgieva: a antiga vice-presidente de Juncker 

Kristalina Ivanova Georgieva, nasceu a 13 de agosto de 1953 em Sófia, na Bulgária, tendo feito a formação académica em economia e administração. Entre 1993 e 2010 desempenhou vários cargos no Banco Mundial, onde assumiu a vice-presidência em março de 2008.  Desempenhou o cargo de vice-presidente da Comissão Europeia, no mandato de Jean-Claude Juncker, entre 2014 a 2016.

A 28 de outubro de 2016 o Banco Mundial anunciou que Georgieva seria a primeira CEO do banco a partir de 2 de janeiro de 2017. Kristalina Georgieva foi nomeada em 2010 para o “European of the Year” (prémio atribuído para honrar cidadãos Europeus que mais influenciaram a agenda legislativa e política europeia) e “EU commissioner of the Year” como um reconhecimento pelo seu trabalho, em particular, na sua ação nos desastres humanitários do Haiti e Paquistão. Anteriormente já tinha sido nomeada para a categoria de “Comissário do Ano”, prestigiado prémio organizado pelo jornal European Voice.

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