Quer começar um negócio? Associação Industrial Portuguesa apresenta cinco dicas

Paulo Alexandre Caldas, diretor de Economia, Empreendedorismo, Financiamento e Inovação da AIP, acredita que é importante desenvolver um projeto visionário.

Paulo Alexandre Caldas, diretor de Economia, Empreendedorismo, Financiamento e Inovação da Associação Industrial Portuguesa (AIP), considera que, apesar do crescimento do ecossistema empreendedor europeu, Portugal continua com um “longo caminho” pela frente. Em declarações ao Jornal Económico, dá exemplos, com base no relatório “State of European Tech Report”: “Portugal está na segunda metade da lista de capital investido (em dólares) per capita por país. Israel lidera a lista com 304 dólares/per capita, seguido dos Estados Unidos (246), Suécia (123), Irlanda (111), e Reino Unido (59)”, exemplifica. Para contrariar a tendência, eis os cinco conselhos do responsável da AIP:

  • Desenvolver um projeto que faça verdadeiramente a diferença (que seja visionário) para os seus clientes e comunidades em que se inserem – a competitividade hoje obtém-se pelo caráter inovador do produto/serviço e por um “mix” que junta preço e qualidade à capacidade para resolver problemas rapidamente e satisfazer os consumidores
  • Que o empreendedor seja o líder do negócio e das decisões estratégicas da empresa, mantendo sempre um princípio de cooperação e de desenvolvimento de parcerias;
  • Constituir uma equipa polivalente e com dinâmica jovem
  • Estudar muito bem as opções de investimento e de financiamento do projeto e das suas atividades
  • Pensar global (internacional) e na sustentabilidade do projeto em termos económicos, ambientais e sociais. O grande desenvolvimento tecnológico a que assistimos, e a forma automática como enfrentamos a realidade do dia a dia, obriga a que a capacidade e preocupação de diálogo e de interação com o meio esteja sempre presente

Em Portugal, criaram-se, sobretudo na última década, as bases de um muito dinâmico ecossistema de inovação e empreendedorismo tecnológico. Todos os setores de atividade são promissores, desde que estejam dispostos a compatibilizar a aceleração do desenvolvimento tecnológico com as mudanças nas tendências dos consumidores. É neste matching que estão as oportunidades de mercado que são aproveitadas pelos novos empreendedores, e que vão, pouco a pouco, renovando o nosso tecido empresarial, da agricultura à indústria pesada, passando pelos serviços às empresas. A crescente disponibilização de financiamento ao empreendedorismo, desde o crowdfunding aos business angels e capital de risco, facilita o empreendedorismo. Além de que hoje, através do upgrade tecnológico e do marketing, consegue-se chegar a clientes em todo o mundo.

Recomendadas

Swonkie, a plataforma de redes sociais que nasceu das apostas de futebol

Do Shark Tank Portugal para a América Latina, o Swonkie é uma plataforma de redes sociais portuguesa. “Vendemos tempo, conhecimento e poder de decisão aos players das redes sociais”, disse o cofundador, João Cortinhas.

Fundo Azul aprova projetos de 1,9 milhões de euros

O Fundo Azul aprovou 1,9 milhões de euros a distribuir por cinco projetos selecionados na tipologia de desenvolvimento da economia do mar, “com o objetivo de estimular a emergência de uma nova geração de empreendedores do mar (‘start-ups’, PME e empresas) criadora de oportunidades inovadoras de negócio, rentáveis e sustentáveis”.

Rede europeia e indiana de incubadoras conta com participação de Portugal

O Instituto Pedro Nunes foi convidado por Bruxelas a participar no grupo fundador da EU-India Incubators and Accelerators Network.
Comentários