Na sua análise à banca no segundo trimestre o Banco de Portugal revelou que, o rácio de empréstimos não produtivos bruto (NPL) manteve-se inalterado em 2,3%. Ao mesmo tempo o rácio de NPL líquido de imparidades diminuiu ligeiramente para 1,0% (-0,1 pp).
Por outro lado, o custo do risco de crédito fixou-se em 0,10%, o que reflete uma redução homóloga de 0,02 pp, justificada pela diminuição das perdas por imparidades de crédito.
O rácio de NPL bruto do crédito a empresas manteve-se inalterado em 4,0%.
Já nos segmentos da habitação e consumo e outros fins, os rácios diminuíram 0,1 pp, para 1,1% e 6,1%, respetivamente.
O rácio de cobertura dos NPL por imparidade no crédito a empresas aumentou 0,9 pp, para 61,3%, “refletindo o aumento proporcionalmente superior das imparidades acumuladas”, constata o Banco de Portugal.
Já nos empréstimos para habitação e para consumo e outros fins, os rácios aumentaram para 36,9% (+1,2 pp) e 61,2% (+0,2 pp), respetivamente.
Os rácios de empréstimos em stage 2 diminuíram 0,4 pp, para 11,4% e 8,6%, nas SNF e nos particulares, respetivamente.
“Créditos Stage 2” referem-se a empréstimos ou créditos que, embora ainda sejam “performing” (ou seja, a pagar), apresentam um aumento significativo no risco de crédito.
Em termos de rendibilidade, no 1.º semestre de 2025, a rendibilidade do ativo (ROA) e a do capital próprio (ROE) reduziram-se face ao semestre homólogo, para 1,36% (-0,11 pp) e 14,85% (-1,44 pp), respetivamente.
“A menor rendibilidade refletiu a redução da margem financeira, devido à diminuição de juros recebidos em empréstimos ao setor privado não financeiro, refletindo o efeito preço. Em sentido contrário, destacou-se a redução de provisões”, explica o banco central.
A redução do resultado de exploração, em percentagem do ativo médio, para 1,75% (-0,36 pp), resultou da redução da margem financeira, mas também do aumento do ativo médio.
Em termos de eficiência, o rácio cost-to-income aumentou 3,6 pp face ao semestre homólogo, para 41,9%, refletindo a redução do produto bancário no denominador (contributo de +1,6 pp) e o aumento dos custos operacionais (contributo de +2,0 pp), com destaque para os custos com pessoal e despesas com tecnologias de informação.
Já na solvabilidade, a banca, no 2.º trimestre de 2025, viu os rácios de fundos próprios totais e de fundos próprios principais de nível 1 (CET 1) manterem-se em 20,4% e 17,9%, respetivamente.
“O ligeiro aumento dos ativos ponderados pelo risco foi compensado pelo aumento de CET 1. O ponderador médio de risco estabilizou em 41,8%”, detalha o BdP.
O rácio de alavancagem manteve-se também inalterado face ao trimestre anterior, em 7,5%.
Outros dados divulgados dizem respeito ao ativo total que aumentou 0,8%, destacando-se os contributos positivos dos títulos de dívida (0,9 pp, dos quais 0,7 pp dívida pública; 0,4 pp correspondem a atividade doméstica) e dos empréstimos a particulares (0,6 pp) e, em sentido contrário, das disponibilidades em bancos centrais (-0,9 pp).
O rácio de transformação aumentou para 75,4% (+0,5 pp), refletindo o aumento dos empréstimos a clientes (2,0%), que é superior ao aumento dos depósitos de clientes (1,3%). O financiamento obtido junto de bancos centrais continuou a não ter expressão.
O rácio de cobertura de liquidez (LCR) reduziu-se 7,3 pp, para 260%, refletindo a variação do denominador. Para o efeito, destacou-se o aumento, em termos regulamentares, das saídas de liquidez (contributo de -5,8 pp) — sobretudo associadas a depósitos não operacionais — e a diminuição das entradas de liquidez (-3,1 pp), essencialmente por clientes financeiros e bancos centrais.
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