Raize. Fintech portuguesa lança-se nos depósitos bancários

Raize vai lançar este ano ferramenta que se propõe a “fomentar a poupança dos portugueses”.

Cristina Bernardo

A Raize, fintech portuguesa, anunciou esta quinta-feira o lançamento este ano do “marketplace” de depósitos bancários em Portugal que, de acordo com o comunicado publicado no site na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, “vai permitir aos milhares de utilizadores da Raize aplicar as suas poupanças com taxas de juro mais atrativas junto de bancos nacionais”.

De acordo com a Raize, “existem hoje em Portugal cerca de 143 mil milhões em depósitos bancários de particulares dos quais mais de 84% aufere uma remuneração inferior a 0,18% ao ano”. De acordo com José Maria Rego, fundador da Raize, “a maioria dos depósitos estão concentrados em 5 grandes instituições o que faz com que não haja incentivo a remunerar os aforradores. O marketplace de depósitos da Raize vai ser importante para canalizar recursos para instituições mais pequenas e fomentar a poupança dos portugueses”.

Raize explica como funciona

A fintech portuguesa explica em comunicado que através do marketplace de depósitos da Raize,  vai ser possível abrir contas bancárias junto de bancos nacionais sem qualquer custo para o depositante. “Investir através da Raize é totalmente gratuito e, na nossa lógica, deve continuar a sê-lo”, refere o co-fundador no documento remetido à CMVM. “Os depósitos”, explicam os responsáveis, “ficam abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos e vão poder ser constituídos até 100 mil por instituição bancária”.

“A oferta dos depósitos”, esclarece José Maria Rego, “será definida pelos próprios bancos que utilizarão a Raize para captar depósitos de retalho e diversificar as suas fontes de financiamento: “Para os bancos mais pequenos que queiram captar depósitos, esta ferramenta pode ser extremamente útil. Em vez de investir tempo e dinheiro em publicidade e marketing, podem simplificar todo o processo e passar a vir à Raize oferecendo uma taxa de depósito mais atrativa”.

 

Ler mais
Relacionadas

Raize e Science4you serão obrigados a comunicar transação de dirigentes

A comunicação de transações de ações próprias e transações de dirigentes era, até agora, uma obrigação que abrangia apenas as empresas cotadas em mercado regulamentado, mas a CMVM estendeu-a às empresas admitidas à negociação em sistema de negociação multilateral. Esta e outras novidades surgem da aprovação de um novo regulamento da CMVM.

Premium“A Raize não tem necessidades de capital”

José Maria Rego, um dos três fundadores da ‘fintech’ portuguesa, é o entrevistado do programa “Decisores” esta sexta-feira, disponível a partir das 11 horas, no canal Play It, no ‘site’ do Jornal Económico.

Fundadores da Raize mantêm controlo da empresa após IPO

Os três administradores da ‘fintech’ portuguesa controlam, em conjunto, 51,04% do capital. Antes da oferta pública inicial, já tinham anunciado pretender manter uma posição maioritária.
Recomendadas

PremiumBCP lidera em volume de ativos por impostos diferidos protegidos pelo Estado

Perduram no balanço dos bancos 3,8 mil milhões de euros de ativos por impostos diferidos elegíveis para capital por serem protegidos pelo Estado ao abrigo do regime especial. O BCP tem 2 mil milhões.

Caixa Geral de Depósitos espera propostas vinculativas por banco no Brasil no quarto trimestre

Esta quinta-feira, o Governo aprovou em Conselho de Ministros uma resolução que seleciona os potenciais investidores que serão convidados a apresentar proposta vinculativa pela instituição brasileira, detida pela Caixa.

PremiumFundo de Resolução terá de ceder ao Estado parte dos 25% que detém no Novo Banco

Venda do Novo Banco à Lone Star estipula que entrada do Estado no capital por força do regime especial dos DTA só dilui o Fundo de Resolução.
Comentários