Reclamações por fraude bancária disparam

O número de queixas já levou a que o Banco de Portugal emitisse um “alerta público”. A Procuradoria-Geral da República confirmou ao “Público” a “recepção das cerca de duas dezenas de participações” feitas pelo regulador.

O número de queixas por fraude bancária apresentadas ao Banco de Portugal (BdP) subiu para 60 no ano passado, quando, em 2017, tinha sido de 35, de acordo com os dados divulgados na edição desta quarta-feira do “Público”.

Este aumento já levou o supervisor a emitir um “alerta público” sobre crédito fácil (relacionado com a prática de crimes como usura, burla, fraude fiscal, falsificação, ameaça e extorsão), uma vez que considera uma prática “extremamente lesiva” para os interesses dos particulares.

Além disso, o BdP passou a fazer mais comunicações Procuradoria-Geral da República (PGR), tendo sido realizadas 20 participações. “Cada comunicação pode ter como objeto indícios da prática de diversos ilícitos criminais por várias pessoas”, diz a entidade liderada por Carlos Costa ao mesmo jornal.

Já a PGR confirmou a “receção das cerca de duas dezenas de participações” feitas pelo regulador e adiantou ao diário que, em 2018, registaram-se 284 inquéritos por burla com fraude bancária. No entanto, o Ministério Público assegurou que “nem todas as investigações abertas dizem respeito a concessão de crédito ilegal, sendo provável que estejam em causa factos de contornos diversos”.

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Nova fase de audições dá prioridade a antigos presidente da Caixa. Santos Ferreira, Faria de Oliveira e António de Sousa são as próximas personalidades a ser ouvidas, numa lista de novas audições que ficará hoje fechada e que contará com 12 a 15 personalidades entre político, clientes e antigos administradores. Ao nível de documentos, Parlamento insiste junto do Banco de Portugal  com relatório secreto sobre atuação do governador no caso BES.

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