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“Redução do IVA na restauração teria um impacto imediato na tesouraria”

Vice-presidente da Time Out Market (Lisboa e Porto) defende que a redução do IVA deveria abranger a alimentação, bebidas e vinhos nacionais, reforçando o consumo interno.
1 Fevereiro 2026, 10h00

O ministro da Economia decidiu apoiar os restaurantes ainda com dívidas que resultaram da pandemia, além de um apoio financeiro, parte a fundo perdido. O que lhe parecem estas medidas?
As medidas que preveem apoio financeiro, sobretudo quando incluem uma componente a fundo perdido, parecem-me importantes e, em muitos casos, urgentes, tendo em conta a situação de fragilidade em que o setor da restauração continua a operar. A forte compressão das margens e o aumento generalizado dos custos tornam qualquer medida de alívio relevante no curto prazo.

No entanto, a associação direta destes apoios a financiamentos contraídos durante a pandemia levanta-me algumas reservas. Em primeiro lugar, porque cria uma situação potencialmente injusta para os operadores que optaram por não se endividar nesse período, precisamente porque os pressupostos desses financiamentos não se ajustavam à sua realidade ou estratégia. Em segundo lugar, porque pode funcionar como um paliativo para negócios que, passados vários anos desde a pandemia, ainda não conseguiram atingir níveis de rentabilidade sustentáveis.

Conteúdo reservado a assinantes. Veja a versão completa aqui. Edição do Jornal Económico de 30 de janeiro.


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