REN conclui compra da Transemel no Chile por 169 milhões de dólares

A Transemel tem uma receita 93% regulada, 92 quilómetros de linhas de transmissão elétrica e cinco subestações, localizadas sobretudo na zona norte deste país. A REN detém ainda no Chile, desde 2017, uma participação na empresa Electrogas.

A REN – Redes Energéticas Nacionais anunciou esta terça-feira que, através das suas subsidiárias Aerio Chile e Apolo Chile, concretizou a compra do total do capital social da Transemel às empresas Compañia General de Electricidad e Naturgy Inversiones Internacionales por 168,6 milhões de dólares (cerca de 154 milhões de euros).

A operação, anunciada no final de julho, foi financiada apenas com recurso a dívida externa e é o segundo investimento que o grupo faz no Chile, de acordo com a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Tal como a REN previa inicialmente, a transação ficou concretizada no início de outubro.

“Apesar de continuar atenta a oportunidades de investimento no estrangeiro, Portugal é o foco e o mercado principal da REN, onde continuará a investir de forma a garantir a satisfação das necessidades de infraestruturas de eletricidade e gás natural a longo prazo, com uma orientação permanente para a melhoria do desempenho e qualidade de serviço, a fim de fornecer um serviço fiável, seguro e eficiente ao menor custo possível para o país e para os consumidores”, refere também a nota publicada pelo regulador dos mercados.

A Transemel tem uma receita 93% regulada, 92 quilómetros de linhas de transmissão elétrica e cinco subestações, localizadas sobretudo na zona norte do Chine. A REN detém ainda nesse país, desde 2017, uma participação na empresa Electrogas, que opera o gasoduto que abastece de gás natural as principais geradoras de eletricidade do país e os distribuidores residenciais da cidade de Santiago do Chile.

“Esta região [norte] é marcada pela forte influência da indústria mineira, estando uma das subestações localizada perto da maior mina de cobre do Mundo, em Calama, e pela crescente predominância de projetos de produção de energia renovável, fruto do grande potencial solar nessa zona do país”, explicou a empresa, no comunicado divulgado aquando do anúncio do negócio.

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