Marta Temido não descarta requisição civil: “Não hesitaremos em lançar mão desse mecanismo”

Face ao aumento de novos casos e atual situação climatéria, Marta Temido não descartou a possibilidade de ser acionada uma requisição civil dos hospitais privados. “Temos que enfrentar e ultrapassar o aumento do número de casos através da articulação com os serviços de saúde”, concluiu a governante.

JOSÉ COELHO/LUSA

Perante um aumento de novos casos confirmados e internamentos por Covid-19, a ministra da Saúde frisou que não descarta, para já, a possibilidade de ser acionada uma requisição civil dos hospitais privados.

De visita ao Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, que dispõe de camas de internamento e cuidados intensivos para doentes Covid, a ministra da Saúde realçou, esta segunda-feira, aos jornalistas o papel da ajuda que as Forças Armadas têm prestado ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e frisou a necessidade cada vez mais premente de “garantir que todo o sistema de saúde está à disposição” no combate à pandemia.

Questionada sobre se a requisição civil com o setor privado está a ser equacionada pelo Governo, Marta Temido respondeu: “É uma hipótese, não hesitaremos em lançar mão desse mecanismo quando não conseguirmos, por acordo, ultrapassar as dificuldades. Acima de tudo estamos aqui para responder aos portugueses”.

Durante o mesmo momento, a responsável pela pasta da Saúde afirmou que estão celebradas 19 convenções na Administração Regional de Saúde do Norte para a aquisição de camas, anunciado que existe a margem para serem adquiridas 150 camas não-Covid e 150 camas Covid, enquanto que em Lisboa “essa capacidade é muito mais diminuída”.

“Temos apenas 100 camas e muito espaçadas por várias instituições, o que torna a gestão de doentes muito complexa”, disse

Quanto ao número elevado de novos casos, Marta Temido reconhece a pressão que está a ser exercida sobre o SNS mas relembra que o aumento de infeções está a ser registado por todo o mundo. “Estamos todos a enfrentar um aumento do número de casos e isso coincide com alguma abertura durante o período das festas natalícias e também daquilo que é a evolução da doença e o período climatérico que estamos a atravessar muito também castigado por infeções respiratórias”, afirmou. “Temos que enfrentar e ultrapassar através da articulação com os serviços de saúde”, concluiu a governante.

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