Reserva Federal extingue ação contra o BES sobre filial norte-americana

Em 2012, as autoridades de regulação norte-americana abriram uma ação contra o BES e a filial norte-americana ESCLINC, por este ter vendido serviços de consultoria e corretagem de investimentos, entre 2004 e 2009, sem habilitação. Sete anos depois anunciou o fim da ação.

A Reserva Federal (Fed) norte-americana informou que encerrou a ação que tinha contra o BES, aberta em 2012, relativa à legalidade de uma filial que o grupo detinha nos Estados Unidos.

“O Conselho também anunciou que se extinguiu a ação contra o Banco Espírito Santo, S.A., Lisbon, Portugal e o Espírito Santo e Comercial de Lisboa, Inc., Newark, New Jersey”, refere a Fed, em comunicado, divulgado esta terça-feira, ainda que o fim da ação date de 13 de novembro deste ano.

Em 2012, as autoridades de regulação norte-americana abriram uma ação contra o BES, por este ter vendido serviços de consultoria e corretagem de investimentos, entre 2004 e 2009, sem habilitação. As autoridades norte-americanas estabeleceram, na altura, uma multa ao BES, de Portugal, mas também à filial norte-americana Espírito Santo e Comercial de Lisboa, Inc. (ESCLINC, de Newark, Rhode Island, New Jersey e Connecticut) de 975.000 dólares.

Em causa, e segundo a justificação da Fed, as instalações da ESCLINC serviram de escritório de representação do BES sem que este estivesse registado para tal, já que a filial estava apenas registada como operador de transferências bancárias.

“Os escritórios do ESCLINIC nos Estados Unidos funcionaram para vários serviços administrativos de clientes do BES, incluindo servindo de ponto de contacto para clientes do BES nos EUA”, pode ler-se na ação. O regulador norte-americano estabelecia que o BES teria que implementar um programa de certificação, formação e auditoria.

Recomendadas

Deutsche Bank multado em mais de 130 milhões de euros após Epstein usar contas do banco para silenciar vítimas

De acordo com o “The New York Times”, o Deutsche Bank não fez “muitas perguntas” a Epstein para o ter como cliente. Nem mesmo quando foi observada a retirada de 100 mil dólares (88,6 mil euros) das contas do falecido multimilionário para “gorjetas e despesas domésticas”.

“Aquisições devem aportar valor para os acionistas”. CEO do Deutsche Bank trava expectativas sobre compra de negócios da Wirecard

Christian Sewing, CEO do banco alemão, revelou que a “a tecnologia de pagamentos é interessante para o Deutsche Bank, que é um dos bancos líderes no serviço de pagamentos em todo o mundo”, mas alertou que qualquer aquisição “deve sempre aportar valor para os acionistas.

Mediadora de seguros contrata 100 pessoas em plena crise de pandemia

“O aconselhamento em seguros, considerando a pandemia que assolou Portugal, é agora mais importante do que nunca e a Certezza pretende expandir a sua rede de agentes no mercado português”, destaca a mediadora. Para atingir esse objetivo, a Certezza promete pagar valores acima da média do mercado de modo a contratar os melhores recursos e investir na formação.
Comentários