Retalho especializado registou quebra de 17,7% nas vendas em 2020

O número total de vendas caiu dos 8.545 milhões para os 7.032 milhões. Por outro lado, os bens de equipamentos registaram um crescimento de 10,3% face ao período homólogo de 2019, segundo os dados hoje divulgados pela APED.

Secretário-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier

O retalho especializado em Portugal registou uma descida de 17,7% no seu volume total de vendas em 2020, face ao verificado no período homólogo do ano anterior. Os números do sector foram divulgado no Barómetro de vendas da da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) esta terça-feira, 30 de março.

O volume total de vendas caiu dos 8.545 milhões para os 7.032 milhões. Uma descida que se explica com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19 e que se fizeram sentir no acumulado total do retalho alimentar e especializado que caiu 1,5% face ao ano anterior.

Com a obrigatoriedade do teletrabalho, os produtos relacionados com a informática foram o que apresentaram um maior crescimento no número total de vendas, passando dos 545 milhões de 2019, para os 671 milhões em 2020, numa subida homóloga de 23,1%, destacando-se os computadores com um aumento de 31,1%.

O retalho alimentar teve um crescimento de 8,1% no seu volume total de vendas, com o segmento dos produtos congelados a verificar a maior subida com 17,6% de vendas. Em sentido inverso, o segmento do vestuário caiu 32,5%. Outra área que cresceu devido ao teletrabalho foi o e-commerce, que no retalho alimentar subiu 3% e no retalho especializado 14,9%.

Gonçalo Lobo Xavier, diretor geral da APED, tem esperança que com o novo plano de desconfinamento apresentado pelo Governo, que na próxima semana já possam abrir mais alguns espaços de retalho especializado.

“Não é nos espaços comerciais que há transmissão do vírus. O que pode haver transmissão do vírus é se insistirmos nesta teimosia de não olharmos para o facto das lojas terem feito investimentos e estarem estruturalmente preparadas para receber mais clientes, para estarem normalmente com um tráfego muito reduzido e por outro lado, em dias de muita afluência, termos clientes à porta, a fazer fila, onde aí sim o aglomerado de pessoas que queremos evitar não podem ser controladas.

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